O senador Cafeteira foi informado por telefone e, segundo o presidente do colegiado, aceitou a missão. A partir de agora, Calheiros terá cinco sessões para apresentar sua defesa ao colegiado.
O senador José Nery (Psol-PA) se disse satisfeito com o procedimento. Antes do início da reunião, seu partido apresentou um manifesto exigindo que os procedimentos do processo não tivessem privilégios. A sigla ameaçou recorrer a uma instância superior caso a representação fosse arquivada de imediato.
"Entendemos que cumprimos o regimento do Senado. O que o partido queria é que houvesse a compreensão e o nosso entendimento é que o requerimento foi apresentado de forma correta", disse Nery.
Machado informou que encaminhará toda a documentação na próxima segunda-feira para o novo relator. "Entendo que o procedimento cumpriu à risca a questão regimental. Todo o documento que tenho em mão encaminharei ao relator", disse Machado.
Ainda na reunião de hoje, o corregedor da Casa, Romeu Tuma (Democratas-SP) fez uma explanação sobre as investigações feitas até agora. Os trabalhos se concentraram no suposto pagamento feito por Cláudio Gontijo de algumas contas pessoais de Calheiros.
O Psol lembra, no entanto, que sua representação questiona também o relacionamento do presidente da Casa com Zuleido Veras, dono da empreiteira Gautama e as denúncias de colocação de imóveis em nome de terceiros, além de ganhos "surpreendentes" com venda de gado.