Bezerra: "Nunca respondi sobre ilícitos nen na segunda, nem na terça, quarta, quinta, sábado ou domingo"
Secretário da Segurança, Paulo Bezerra, prestou depoimento na Assembléia, hoje (Foto:ABJ)
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Em depoimento neste final de manhã e início de tarde na Comissão de Direitos Humanos e Segurança da Assembléia Legislativa, no plenarinho, o secretário de Segurança Pública da Bahia, Paulo Bezerra, afirmou que a Promotoria da República se baseou num "papelucho elaborado por maus policiais federais" da Contra Inteligência do órgão para, com base nesse "relatório", pedir o afastamento dele e de mais dois delegados da Polícia Federal.
Durante mais de 50 minutos o secretário leu o relatório da PF e disse, sublinhando trechos que "existem coisas estrarrecedoras contra sua pessoa e colegas", incluindo acusações infundadas, transcrições incompletas, trechos que denotam amadorismo e má fé, pois, "nunca respondi ilícito na PF ou na Justiça, nem na segunda, nem na terça, no sábado, nem no domingo" - atestou.
Para Bezerra o trabalho feito pela PF contra ele e colegas denota a ação deliberada de "maus policiais que querem construir uma culpa para acusar a outrens sem provas".
Citou ao ler o relatório sobre a prisão dos agentes federais no Aeroporto de Salvador durante a Operação Navalha que "transcreveram trechos do jeito que quiseram, colocaram dados truncados, trabalho de maus policiais e não da Instituição (Polícia Federal) como um todo que é honrada e da qual tiver honra de pertencer".
DEPOIMENTO
O depoimento do secretário começou às 11h09min e ao lado do deputado Fernando Torres, presidente da Comissão, os líderes do governo, Valdenor Pereira (PT) e Gildásio Penedo (DEM), e mais os deputados Carlos Gaban e Capitão Tadeu, integrantes da comissão. O presidente Marcelo Nilo (PSDB) compareceu ao local e retirou-se, imediatamente. Vários deputados acompanharam os depoimentos.
O secretário Paulo Bezerra chegou à AL acomapanhado de parte da cúpula da SSP e destacou que estava comparecendo para depor, espontâneamente, pois, seu nome fora "vilipendiado" na imprensa pela prática de "terrorismo" alimentada por pessoas de má intenção.
Destacou que a imprensa não tem culpa do que aconteceu, isentou o juiz da 2ª Vara de qualquer vazamento de informações e disse que todo o problema (as denúncias contra ele) partiram de setores de PF 'sem maturidade".
Relatou alguns dados sobre as operações Octopus e Navalha e centralizou sua fala no episódio da prisão de dois policiais no Aeroporto de Salvador, motivo do pedido do seu afastamento da PF, medida inócua, na medida em que já está aposentado.
COMENTÁRIO
BAHIA JÁ
O depoimento do secretário Paulo Bezerra não acrescentou dados novos ao que já se sabia nas divulgações sobre a matéria até então.
Salvo a sua afirmativa de que os documentos da PF são "papeluchos", ou seja, elaborados com a intencionalidade de liquidar com as carreiras de três delegados, o secretário manteve uma posutra firme, segura e continua no cargo.
A rigor, até que se prove em contrário, e ai só a PF é quem vai confirmar (ou não) a culpabilidade do secretários nos tais "atos ilícitos" e "quadrilha" visando extorquir terceiros será possível chegar a versão final do caso.