Os reajustes para deputados e vereadores são em cascata e dependem do Congresso Nacional.
Deputados e vereadores baianos deverão colocar em pauta, imediatamente, o reajuste dos seus salários de acordo com o que estabelece a legislação, uma vez que os parlamentares federais aprovararam 28% de reajustes e os ganhos são, em cascata, proporcionais em 75% dos salários dos federais para os estaduais, e 75% dos estaduais para vereadores.
O presidente da Assembléia Legislativa, Marcelo Nilo, já havia solicitado parecer à Procuradoria da Casa e só estava esperando a aprovação da matéria no Senado, o que ocorreu na última quarta-feira, 30. O mesmo aconteceu com o presidente da Câmara de Vereadores de Salvador, Valdenor Cardoso.
O problema é que, nem Marcelo; nem Valdenor querem assumir o ônus do reajuste sem compartilhar com todos os membros das casas legislativas.
A idéia de Nilo é levar à matéria ao plenário para que não recaia sob responsabilidade da mesa, sozinha, ainda que matéria constitucional com parecer favorável da Procuradoria, para que a Casa (a instituição como um todo) aprove o reajuste.
Valdenor deseja fazer uma reunião administrativa com os seus pares e colocar o assunto em discussão.
Para ele, quem não quiser o reajuste vai ter que se manifestar por escrito doando-o a uma instituição da caridade ou assemelhada, pois, sendo um direito à todos, quem assim não quisar, doará a sua parte.
O que não deseja é a disseminação de uma provável demagogia. Ou seja, vereador condenando o reajuste e se beneficiando dele.
Uma coisa é certa: os reajustes, tanto na AL; como na Câmara estão garantidos.