Uma claque organizada a mando do secretário municipal da Saúde, Luís Eugênio Portela, ocupou as galerias da Câmara de Vereadores, gerou tumulto e quase impede a fala do vereador Jorge Jambeiro (PSDB), o qual, foi sistematicamente vaiado. tudo para encobrir a abertura de uma Comissão Especial de Investigação na SMS.
Um clima de muita tensão envolveu a sessão desta segunda-feira, 28, e
além dos representantes das clínicas que compareceram à convite dos vereadores Sandoval Guimarães (PMDB) e Décio Sant´Anna (PSDB) para esclarecer sobre o corte na prestação dos serviços de saúde, membros do Conselho Municipal de Saúde também marcaram presença.
Depois dos pronunciamentos dos representantes das clínicas, em que, apresentando dados, comprovaram a ineficácia da atual administração da Secretaria de Saúde, o vereador Jorge Jambeiro (PSDB) enquanto tentava falar, sempre era interrompido pelas vaias e ofensas dos funcionários provocando uma desordem generalizada.
O tucano disse que os funcionários estão sendo manipulados, reafirmou a necessidade de aprovar a Comissão Especial de Inquérito e apurar as ações da Secretaria.
"Vocês deveriam ter vergonha de apoiar um secretário como esse. Estão fazendo isso por falta de consciência e porque estão sendo manipulados por esse secretário que não justificou quem matou Neylton", afirmou o vereador.
ALGUMAS DISTORÇÕES
Já a vereadora Aladilce Souza (PC do B) criticou a administração da secretária anterior (Aldely Dias Rocha) e admitiu que existem algumas distorções, atualmente.
"Esse é um problema que acontece em todos os municípios que tentam organizar a gestão plena da saúde. A secretária anterior fugia da organização da gestão plena como o diabo foge da cruz. Vamos ter que corrigir essas distorções porque é inegável que elas existam", disse.
Para a vereadora Vânia Galvão (PT), os vereadores da oposição estão tirando proveito político da morte do servido Neylton e estão transformando sua morte em espetáculo. "Alguns vereadores, inescrupulosamente, estão explorando politicamente a lamentável morte de Neylton ao invés de apurar devidamente esse caso", opinou a vereadora.
A vereadora Olívia Santana (PC do B), lembrou que o papel da Câmara era zelar pela população e satisfazer os interesses de toda a cidade. "Essa casa tem a obrigação de zelar pela "coisa pública", e, como conseqüência, lutar pelo fortalecimento do SUS e não atender outros interesses que não os da maioria da população de Salvador", desabou Olívia.
O vereador do PTC, Téo Senna, criticou a atuação do Conselho no esclarecimento do caso Neylton e também concorda que existem distorções e elas precisam ser totalmente esclarecidas. "Em momento nenhum eu vi esse Conselho reunido para exigir a implantação da CEI. Por causa dessas irregularidades um cidadão pode ter sido morto. Existem evidentes distorções e elas precisam ser devidamente esclarecidas", concluiu Senna.