João Henrique está com viagem marcada para BSB na segunda-feira
Charge de Simanca, A Tarde, mostra Geddel forçando a porta ao lado de um carneirinho (F.Rep)
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O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, em nova entrevista ao jornal A Tarde que circulará neste domingo, 6, menosprezou o efeito da carta que lhe enviou o secretário da Infra-Estrutura e Transporte da Prefeitura, Nestor Duarte Neto, classificando-o de "virafolha contumaz" e afirmando que não manifestou nem quer ingressar no PMDB comandado por Geddel na Bahia.
O ministro declarou ao repórter Flávio Oliveira que considerou a reação de Nestor "despropositada e sem sentido, já que tudo, nesse momento não passaria de especulação, uma vez que nem o prefeito João Henrique marcou data para sua filiação".
Geddel destacou, ainda, que só soube da carta de Nestor através da imprensa, mas, informes precisos do gabinete do secretário Nestor dão conta de que a correspondência foi passada para o e-mail do ministro (
geddel.lima@integracao.com.br) e, portanto, há uma comprovação da web, com data, horário de expedição do e-mail e todos os detalhes que a internet comprova.
O ministro também confidenciou que não faz qualquer movimento político na Bahia sem antes combinar com o governador Wagner, "com quem tenho uma relação franca e fraterna".
COMENTÁRIO
BAHIA JÁ
Em política não existe fato isolado.
O governador Jaques Wagner, na última sexta-feira, 5, em entrevista na Rádio Nova Salvador FM, perguntado sobre a sucessão municipal em Salvador disse que está atento ao processo e que muita água vai rolar embaixo da ponte.
Detalhe: estava presente no estúdio, por conincidência (ou não) o deputado federal Nelson Pelegrino (PT), virtual candidato a candidato a prefeito de Salvador.
Perguntado se o PT aceitaria lançar um vice à candidatura de João Henrique (PDT), o qual, já anunciou à imprensa que vai ingressar no PMDB, desconversou destacando ao entrevistador que não iria responder a pergunta, pois, "você me coloca numa fria".
Como Geddel afirmou que combina tudo com o governador em sua movimentação política é de se garantir que, se João Henrique, realmente, se filiar ao PMDB, Wagner foi informado de tudo pelo ministro.
A dúvida, agora, é saber quando acontecerá a filiação, o que fazer com Nestor Duarte, e se o PMDB vai dar mesmo espaço para João Henrique ser um candidato competitivo na próxima eleição.
Noutro raciocínio, como o PT é o partido majoritário na política baiana e tem o governador Wagner como principal líder do processo, é mais do que lógico o partido lançar um candidato a prefeito na capital e, de resto, em todas os muncípios baianos.
Nesse caso, supõe-se, em tese e inversão de lógica, que João Henrique também poderia ser o vice da chapa comandada pelo PT; ou, se for caso, candidato do PMDB, mas, sem essa integração nacional à sua disposição e bem querer.