Política

ASSOCIAÇÃO DE OFICIAIS DA PM USA RÁDIO PARA COBRAR AUMENTO A WAGNER

Oficiais dizem que estão com os salários achatados
| 26/04/2007 às 09:00
Professores promoveram dia nacional de mobilização e pararam escolas (F/G)
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   A Associação de Oficiais da Polícia Militar está com um comercial nas emissoras de rádio de Salvador cobrando o que chama de promessas de campanha do então candidato Jaques Wagner, atual governador da Bahia, para que seja dado um reajuste salarial aos policiais acima do proposto à Mesa Permanente de Negociações, de 3.3% com variações, em alguns casos de até 17.28%.

   A Associação congrega mais de dois mil oficiais da ativa e da reserva, deseja uma mesa setorial de negociação à parte, entende que há um governante no poder que permite o diálogo e não deseja repetir a grave de 2001 que infernizou o Estado, em particular a cidade do Salvador.

   Está previsa para a próxima semana uma reunião entre a diretoria da Associação, sob a presidência do capitão Sílvio Correia, e o secretário da Segurança Pública, Paulo Bezerra, para se ter uma idéia da disposição do governo em negociar. A Associação descarta qualquer movimento grevista, mas, admite que pode recorrer a "operações padrões".

   NEGOCIAÇÕES EM CURSO

   As negociações com os servidores do Estado através da Mesa Permanente estão em curso. Há uma desinformação geral sobre o assunto na medida em que o tema é complexo, envolve os interstícios, gratificações, salário base e outros. 

   A oposição na Assembléia Legislativa diz que aumento de 3.3% não condiz com as promessas do governo, ainda da campanha, e com a capacidade financeira do Estado. Os deputados da base aliada atestam que os índices são diferenciados, a depender das categorias, entre 3.3% a 17.28%, pagos de forma escalonadas e de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal. 

   Os professores já se posicionaram avisando que não aceitam a proposta inicial do governo, o mesmo acontecendo com os policiais civis.
 
   Em Brasília, centenas de professores fizeram uma passeata para protestarem contra o piso salarial proposto pela mensagem do presidente Lula da Silva, de R$850,00.