De acordo com o senador, a conversa de uma hora e meia com o presidente foi "amigável". "Parecia que eu só fazia elogios a ele, e ele a mim", contou.
O senador disse ter ouvido do presidente que gostaria de conversar com todos os parlamentares, adversários ou não, sobre matérias que o Congresso precisa aprovar com certa urgência.
De acordo com ACM, Lula citou como exemplo a construção de usinas de biodiesel, sobretudo no Nordeste, onde gerariam inúmeros empregos.
ACM contou ainda ter dito ao presidente que "alguém como ele (Lula)", que ganhou a eleição com uma vantagem de 20 milhões de votos "não precisa se submeter a ninguém". O senador explicou que estava se referindo às relações de Lula com os partidos políticos.
"Porque a força inegável da eleição não foi de partido nenhum, foi dele, inclusive na Bahia. Ele não deve ficar refém de nenhum partido, mas, a cada hora em que tiver dificuldade, evidentemente, vai ficando refém."
O senador negou terem conversado sobre a crise do apagão aéreo, mas disse que o ambiente da conversa passou a impressão de que a situação está melhorando. "Não parecia ter crise, nem no ar nem na terra nem no mar."
O encontro de hoje, segundo ACM, foi uma retribuição à visita que Lula fez no começo de março quando ACM estava internado no Instituto do Coração, em São Paulo. A reunião marca a reconciliação entre os dois que se aproximaram no começo do primeiro mandato e depois se afastaram na eleição municipal de 2004.