O ministro diz que não desagradará aos baianos.
O ministro da Integração Nacional, Gedel Vieira Lima. vai usar uma estratégia considerada bastante perigosa para encarar o projeto de Transposição das Águas do Rio São Francisco, o que beneficiaria estados do NE, especialmente o Rio Grande do Norte e o Ceará.
Disse em entrevista e encontro com a bancada baiana do seu partido (PMDB) e mais petistas, pedetistas e solicalistas baianos que não vai tocar um projeto que desagrade a Bahia.
Mas como? No entendimento de Gedel, a Transposição precisa ser melhor explicada para que os baianos entendem o que isso significa, projeto que não prejudica a Bahia, na sua ótica. Acredita que se essa mensagem for direcionada de forma correta, sem subterfúgios, poderá ter bons dividendos. Além, óbvio, de investimentos na outra ponta, ou seja, na revitalização do rio.
O ministro pode até ter razão, até porque, realmente, o projeto da Transposição das Águas do São Francisco é complexo, requer volumosos investimentos e a populçaão ribeirinha e a classe média baiana, formadora de opinião, não só da Bahia, mas agora também de Minas Gerais, vêem como maus olhos o projeto.
Trata-se, pois, de uma missão bastante complicada para Gedel. Em termos populares, isso significará acender uma vela a Deus, no caso o presidente Lula, que deseja a Transposição e já pôs o projeto no Plano de Aceleração da Economia; e uma vela ao Diabo, ou seja, aos baianos (e uma parte da oposição política) que não querem a Transposição.
Se isso vai dar certo só o tempo dirá. Mas, quem conhece a impetuosidade de Gedel sabe que ele não se deixa abater com pouco coisa. Daí que a Transposição sairá e só não terá êxito se faltarem recursos orçamentários ao governo federal.