O Executivo é quem deveria propor o pacto e não Valdenor
A idéia de um pacto pela governabilidade proposta do vereador presidente da Câmara de Salvador, Valdenor Cardoso, não foi bem aceita pelo Palácio Tomé de Souza, segundo fontes próximas ao prefeito João Henrique.
A idéia, em sí, é boa, porém, entende essas mesmas fontes que deveria ter partido do prefeito e não do presidente da Câmara. Da forma como Valdenor colocou na mídia soou como uma jogada de marketing pessoal do presidente, além de uma valorização ao trabalho da Câmara, quando, a rigor, se há uma necessidade desse pacto pela governabilidade, a proposta teria que sair do gabinete do prefeito.
João Henrique entende que a Prefeitura passa por dificuldades financeiras - já esternou isso várias vezes à imprensa - mas nada que faça com que ele divida o poder de governar. Até porque, no entendimento do prefeito, e isso ele também já expôs várias vezes, a situação de dificuldades será contornada em 2007 com o apoio do governador Jacques Wagner.
Wagner, de sua parte, já disse que vai colaborar e até aumentou de 3 milhões para 4 milhões de reais a ajuda para o Carnaval, mas, ainda não deu sinais de que tem um projeto específico para Salvador e para ajudar o prefeito a sair da crise. O governador tem tido que é mandatário de todos os baianos e assim vai governar, olhando e atendendo a todos os municípios.
Daí que JH tem que por as barbas no molho e fazer a sua parte com ou sem pacto. O vereador Valdenor Cardoso, de sua parte, fez uma proposta de ajuda, a qual, ainda que contendo objetivos claros de boa intenção, no plano político dexaria arranhões no prefeito na medida em que, se JH aceita o pacto é sinal de que compartilhará a divisão do poder com ingerência explícita em sua administração.