Esporte

ESPANHA CAMPEÃ DO MUNDO 2026 COLOCA A SEGUNDA ESTRELA NA CAMISA BI

ZÉDEJESUSBARRÊTO comenta que os espanhois dominaram o jogo
ZedeJesusBarreto ,  Salvador | 20/07/2026 às 06:09
OS campeões de 2026
Foto: REP

A Espanha é a nova Campeã do Mundo. Com um gol de Ferran Torres, já na prorrogação, a Espanha venceu a Argentina (1x0)e sagrou-se, pela segunda vez, Campeã Mundial. A vitória de um futebol coletivo, de troca de passes no chão, posse de bola, envolvente. Um time jovem, bem treinado, que soube se impor na partida final, quando dominou as ações, todo tempo, não deixou o adversário jogar. A boa e bonita escola espanhola.

  Pra se ter uma ideia, nos 90 minutos regulamentares, a Espanha finalizou 21 vezes no gol e a Argentina não chutou uma só vez contra o arco de Unai Simon. Messi totalmente anulado. E os argentinos cansaram, boiaram de tanto correr atrás da bola, todo tempo. A posse de bola da ‘fúria espanhola’ superou os 70%, a maior parte do tempo. Mesmo assim, na prorrogação, com um jogador a menos (Enzo foi expulso ainda no tempo regulamentar), depois de levar o gol os argentinos foram pra cima, na garra, na alma, e quase empataram. Impressionante.

   Enfim, prevaleceu o bom futebol quem jogou melhor, buscou o gol o tempo todo e jogou limpo.Parabéns, arriba Espanha!

   Em New Jersey/NY- Tempo limpo, gramado nos trinques, arquibancadas cheias (cerca de 80 mil presentes), mais torcedores argentinos que espanhóis barulhando.- Uma final inédita. A Argentina, atual campeã mundial e das américas, realizando uma campanha épica na atual competição, em busca de seu quarto titulo e um bi seguido.

  A Espanha, com 37 jogos invicta, atual campeã da Europa, almejando o seu segundo título mundial – foi campeã em 2010, na África do Sul.- Dois estilos, duas escolas de futebol. A Argentina aguerrida, milongueira, com valores individuais que definem, decidem. A Espanha de futebol mais coletivo, toques e posse de bola, envolvente.

   - Os dois treinadores se conhecem bem, são amigos. Scaloni tem De La Fuente como ‘mestre’, foi treinado e conviveu com ele.- Os ídolos e campeões Iniesta (Espanha) e Mário Kempes (Argentina) conduzem e exibem o troféu dourado, a Copa do Mundo! Hinos executados ao vivo; o da Espanha por um grupo de sopros, o da argentina cantado por Maria Becerra. 

   Presenças do presidente Trump, dos EUA, do rei da Espanha e do premier espanhol Pedro Sanches - Os argentinos com sua tradicional azul e branca; a Espanha de ‘rojo’, camisetas vermelhas.

  Com bola rolando- Começo cadenciado, estudado, as duas equipes a trocar passes, valorizando a posse de bola. Aos 4’, a primeira grande chance, de Lamine Yamal, defesaça de Martinez. A resposta argentina, o goleiro Unai saiu de pé, fora da área, aliviando. As ações mais no campo defensivo argentino. Muita marcação de lado a lado. Depois dos 10min os argentinos começaram a mostrar suas ferramentas, com duas entradas duras – o árbitro levou na conversa. 

  O jogo mais pegado favorece os sul-americanos.- Aos 25’, pausa para hidratação, 3 min, os treinadores trabalhando. A bola circulava mais nos pés dos europeus, nossos vizinhos na manha, bem postados. Aos 38’, bo atrama pelo meio, toque de primeira, o arremate de Yamal, martinez catou bem, nochão. Aos 42’, tentativa de Cucurella, passou perto .Domínio territorial e de posse de bola espanhol na primeira etapa, mas faltou finalizar mais, com mais precisão. 

  A Argentina pouco chegou na frente, defendeu-se bem, às vezes saiu aos chutões. Indefinido e imprevisível.

  Mais show no intervalo. Madonna, Ronaldinho e Ronaldo Fenômeno em campo, o maestro Dudamel, Bieber, Shakira e os meninos dançarinos de Uganda, e homenagens a Pelé. Segunda etapa - Os argentinos, que já tinham trocado Liza Martinez, machucado, por Otamendi, voltou dos vestiários com Paredes (mais precaução) no lugar de Nico Gonzalez. 

  Logo no primeiro minuto, chute de Baena, frontal, defesa de Martinez.- Na retomada, os argentinos com uma postura mais ofensiva, saindo de trás, maiso usados. E haja milonga, catimba. Duas chegadas fulminantes da Espanha, em troca debola, a zaga argentina safando-se como deu. A Espanha no toque, a Argentina na briga. -Saiu Montiel, entrou Molina, aos 13min – terceira substituição feita por Scaloni. La Fuente respondeu: Pedri e Ferran Torres na Espanha, saíram Ruiz e Oyarzabal.

  - Aos 63’, Olmo arriscou de longe, Martinez enjoou, a escanteio. Três escanteios seguidos em favor da Espanha, assediando, sufocando. Aos 66’, cabeçada de cara de Ferran Torres, mais uma boa defesa de Martinez.No momento da pressão, pausa para hidratação, quebrando o tesão momentâneo espanhol. Scaloni aproveitou e trocou mais dois - Medina e Simeone em campo, saíram Romero e De Paul, exaustos. Logo depois, Merino e Nico Williams na Espanha.

  - Aos 75’, Pedri arriscou, Martinez catou. Pressão total espanhola. Haja escanteio. Os argentinos só suportam, na garra, envolvidos. Aos 80’, testada de Laporte, ponte deMartinez, a essa altura destaque da partida, garantindo atrás. Só um time joga. Aos 86’, Ferran Torres tentou chute de primeira, pegou mal, errou o alvo. Aos 88’, Rodribateu de longe, isolou. Aos 90’, uma bomba de Nico, defesaça de Martinez.

  - Aos 92’, Enzo Fernandez expulso, após entrada violenta no meio de campo (já tinha cartão amarelo). Aos 94’, falta violenta de Paredes (já tinha amarelo), na frente da meia lua; Lamine Yamal bateu colocado, no canto, Martinez salvou, espalmando. Espanha absoluta, mas...)

  Sem gols no tempo normal, mais 30 minutos, prorrogação. A Espanha com um atleta a mais em campo, os argentinos exaustos, já sem pernas de tanto correr atrás da bola, marcando. E também por conta do calor.- Aos 2’, mais um milagre de Martinez, numa cabeça à queima-roupa de Nico Williams. Aos 6’, gol de Nico Williams, o árbitro inventou uma falta do atacante (absurda, não e xistiu) no defensor argentino (catimbeiro, simulou).

  - Eric e Zubimendi em campo, saíram Rodri e Laporte. Senesi na Argentina, mais um zagueiro, saiu Alvarez.- Aos 12 min Merino testou, livre, na pequena área, para fora. Chance incrível, mais uma, desperdiçada. A Argentina apostando na cobrança de pênaltis e no seu goleiro, Martinez, o herói do jogo. A Espanha tinha mais 15min pra decidir.

  - Gol! 1 x 0 Espanha, Ferran Torres, logo no recomeço. Depois de bola alçada, testada pra trás de Nico Williams e Ferran Torres pegou em cheio, estufando as redes .Aos 113’, outro gol de Ferran Torres, anulado pela arbitragem, impedimento (?). E os argentinos, na alma foram inteiros pra cima, tentando de tudo no final. Três escanteios seguidos em favor da Argentina. E teve a chance de empatar, nos pés de Simeone.

  Mas venceu a Espanha, quem jogou melhor, quem buscou e esteve perto do gol todo tempo. Parabéns ao bom futebol.

  Ficha técnica- A Espanha do treinador Luís De La Fuente: Unai Simon, Pedro Porro, Cubarsi, Laportee Cucurella; Rodri, Fabian Ruiz (Pedri) e Olmo (Merino); Lamine Yamal, Oyarzabal (Ferran Torres) e Baena (Nico Williams).- A Argentina de Lionel Scaloni : Dibu Martinez, Montiel (Molina), Romero (Medina),Lisa Martinez (Otamendi) e Tagliafico; De Paul (Simeone), Enzo (expulso), Mac Allister, Nico Gonzalez (Paredes) Messi e Julian Alvarez (.- Arbitragem da Eslovênia; no apito, Slavko Vincic.

   Deixou os argentinos baterem, catimbarem e anulou um gol limpo da Espanha, na prorrogação. Var apontou offside.

   Inglaterra em terceiro, o bronzeSábado, em Miami, num baba espetacular, com 10 gols marcados e um placar inédito em copas (6 x 4), a Inglaterra derrotou a França e ficou com a ‘medalha de bronze’, o terceiro lugar na competição. Foi uma partida gostosa de ver, estádio lotado.

  Os ingleses chegaram a abrir 4 x 0 na primeira etapa, com os franceses sonolentos,pareciam desinteressados. No intervalo, o treinador Didier Deschamps (despedindo-seda seleção) deve ter passado uma descompostura na turma, pela goleada vergonhosa,  a França voltou outra, chegou a encostar no placar, 4 x 3; mas no final a Inglaterra fechou o caixão (6 x 4) com um gol antológico, o sexto, do ótimo meia Bellingham, arrancando do meio campo, deixando dois marcadores sentados e deslocando o goleiro. Obra de arte.Pela Inglaterra, marcaram Saka (3 vezes), Rice, Konsa e Bellingham.

   Pela França,Dembelé, Barcola e o indomável, marrento Mbappé (duas vezes), assumindo então otopo da artilharia da competição (com 10 gols), tornando-se também o jogador que mais fez gols em Copas do Mundo, 22 tentos marcados (em 2018, na Rússia, FrançaCampeã; em 2022 no Catar, Argentina Campeã e a França vice) e agora copa daAmérica do Norte/ EUA, Canadá e México. Com 27 anos, o astro francês ainda deve disputar mais uma ou duas copas e fazer mais, ampliar sua marca. Um fenômeno,

  Artilheiros da Copa- Mbappé, 10 gols; Messi (8), Haaland e Bellingham (7 gols cada), Kane (6)...Vini Jr foi o nosso maior goleador, com 4 tentos marcados.

  Que venha 2030

   A próxima Copa do Mundo/FIFA, prevista para 2030, deve acontecer novamente em três países diferentes. Dois europeus, Portugal e Espanha; e em Marrocos, no norte da África, bem vizinho. A Fifa estuda a ampliação do número de seleções, para 64. Reconhece assim que a Copa 2026 foi um sucesso. Nos gramados, com bons jogos, espetáculos, gols, arquibancadas cheias (apesar dos ingressos estupidamente caros); e também fora de campo, pelos altos negócios (faturamentos, audiências, dinheiro circulante), boa organização, sem maiores incidentes.Vida que segue..