Esporte

DUNGA é o novo técnico do Inter e faz comparações com a seleção

Dunga diz que está sendo convocado e vai fazer o melhor pelo Internacional
Terra , da redação em Salvador | 12/12/2012 às 17:38
Apresentação de Dunga como novo técnico do Internacional de POA
Foto: Terra

As negociações entre Dunga e Internacional se arrastaram pelas últimas semanas, e em alguns momentos parecia que o ex-volante não acertaria com o clube pelo qual mais se destacou na carreira. Com acordo fechado por dois anos, ele comparou o clube gaúcho com a Seleção Brasileira ao ser apresentado nesta quarta-feira, em Porto Alegre, e disse que se sente convocado para a função.

“O Inter é como a Seleção Brasileira: não é quando tu quer, é quando for convocado. E quando for, tem que estar pronto para dar o melhor”, apontou Dunga, que comandou o time brasileiro por quatro anos, culminando com a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. Esse, até o momento, foi o único trabalho como treinador, e agora ele volta ao clube de coração para dar sequência à carreira.

“Cheguei aqui quando eu tinha 14 anos e o Inter me deu todas as condições. Agora tenho a chance de trazer a experiência de todos os países onde vivi para, com a comissão técnica, colocar em prática tudo o que queremos: uma equipe competitiva”, discursou o treinador, que jogou no clube de 1981 a 1984, e depois novamente em 1999. Passou também por Corinthians, Vasco, Santos, clubes da Itália (Pisa, Pescara e Fiorentina), Alemanha (Stuttgart) e Japão (Jubilo Iwata).

O fim da carreira de Dunga foi conturbado no Internacional. Com contrato de dois anos, ele participou de campanha desastrosa no Campeonato Brasileiro, chegando a última rodada com chances de rebaixamento à Série B. Dunga marcou o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Palmeiras, salvando o time. Depois, deixou o clube, que alegou não ter como pagar seus altos salários até o final do contrato.

“O Internacional é maior que todas essas situações, maior que qualquer pessoa que toma uma decisão certa ou errada”, minimizou o treinador, que adiantou o que esperar do Inter sob seu comando. “Esperar a forma como fui como jogador e que é a da escola do Internacional: uma equipe vibrante, competitiva, que se entrega com bom futebol, e um time que puxe o torcedor para o seu lado, e não que espere que ele venha ao seu encontro.”