A biofilia é a tendência inata do ser humano de amar e buscar conexão com a natureza e com todas as coisas vivas. A palavra vem do grego bios (vida) e philia (amor ou afinidade).
AN , Salvador |
08/08/2026 às 12:28
Mila Liberato, Elis Piñón, Olga Goulart e Cida Franco
Foto: DIV
Atributos como biofilia, neuroarquitetura, hospitalidade, sensorialidade e bem-estar vêm assumindo protagonismo na concepção de empreendimentos e se consolidando como novos vetores de valor do mercado imobiliário. Essa foi a pauta do painel conduzido pela CEO do Grupo Empório, Elis Piñón, no Salão Imobiliário da Bahia, nesta sexta-feira (7).
Pela segunda vez, a convite da Ademi-Ba e da ESPM, a empresária retornou ao palco do evento, desta vez recebendo a arquiteta Mila Liberato, CEO da MLA Arquitetura e especialista em arquitetura saudável, e a jornalista Olga Goulart, especializada em saúde e bem-estar, para uma edição ao vivo do programa “Elis Piñón Com’Vida”. A conversa abordou como sensorialidade, ambientação humanizada, neuroarquitetura e biofilia podem se transformar em diferenciais reais e percebidos nos empreendimentos.
“É preciso observar onde as pessoas desejam estar, como querem viver e o que realmente promove qualidade de vida. É pensar o ecossistema completo do empreendimento, projetando espaços que acolham, promovam permanência, saúde e conexão entre pessoas e ambientes. Afinal, o bem-estar é um grande ativo de valor e ele nasce das sensações”, destaca Elis Piñón, cujo olhar já se traduz em projetos desenvolvidos para construtoras e incorporadoras baianas, com soluções de paisagismo acústico, humanização de ambientes, biofilia e design sensorial, aproximando esses conceitos das demandas concretas do setor imobiliário.
Para Mila Liberato, esse movimento amplia o papel da arquitetura de interiores na concepção dos empreendimentos. “O arquiteto de interiores tem sido cada vez mais ouvido, ampliando seu papel técnico e criativo em projetos que respondam a demandas de autonomia, longevidade e bem-estar para ter qualidade de vida”.
Olga Goulart também acredita que a relação entre os ambientes e a saúde precisa ser compreendida sob a perspectiva da longevidade. "Elementos como iluminação, ventilação, vegetação, materiais naturais, aromas e a própria forma de ocupação dos espaços impactam o bem-estar cotidiano e contribuem para uma vida mais longeva e saudável, favorecendo a qualidade de vida”.
A discussão acompanha uma tendência internacional. Segundo o Global Wellness Institute, o segmento de Wellness Real Estate movimentou cerca de US$ 584 bilhões em 2024 e deve praticamente dobrar até 2029. A América Latina desponta como a região de maior expansão, refletindo uma mudança consistente no comportamento dos consumidores e na lógica de valorização dos empreendimentos.
Um cenário que o Grupo Empório acompanha há quatro anos, construindo exatamente essa integração entre natureza, paisagismo, hospitalidade e experiências sensoriais em um ecossistema de soluções capaz de gerar valor para pessoas, marcas e empreendimentos. E a Ademi-Ba, ao abrir espaço para o tema, evidencia que esses atributos passam a integrar definitivamente a agenda contemporânea da incorporação imobiliária, sendo compreendidos como fatores capazes de ampliar conforto, permanência, saúde, produtividade, valorização patrimonial e percepção de qualidade dos empreendimentos.