Economia

COSTUREIRAS SSA SOFREM COM MODELITOS CHINESES MAIS BARATOS E PRÁTICOS

O trabalho das costureiras aumenta nesse período do Carnaval, mas já enfrentam concorrência dos modelitos chinseses
Tasso Franco , da redação em Salvador | 10/02/2026 às 13:05
Modelitos Made-in-China é o que mais se vê no pré-Carnaval
Foto: BJÁ
   As costureiras de Salvador, artesãs que transformam tecidos em fantasias, adereços e abadás customizados, que garantem não apenas o brilho da festa, mas também a circulação de renda em diversos bairros da cidade, também estão sendo atingidas pelo Made-in-China.

   Dados levantados pela Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (Semdec), mostram que a cidade abriga 2.887 estabelecimentos formalizados de artigos têxteis e de vestuário. Mas, não há informações de quantas trabalham para o Carnaval. 

  Nos últimos cinco anos, a média foi de 473 novos negócios abertos por ano. Somando-se a essa estrutura empresarial, há uma força de trabalho de 1.219 costureiras formalizadas, que compõem o núcleo da cadeia produtiva de moda e de estética da capital e atua durante todo o ano, sendo abastecidas pelas lojas da Avenida Sete.

   O impacto desse grupo profissional é mais intenso no verão. A proximidade com o Carnaval cria um pico de demanda que movimenta desde os grandes ateliês até a pequena costureira de bairro.

Qualificação 

 Para sustentar esse crescimento e garantir que a mão de obra esteja alinhada às exigências do mercado, a Prefeitura, por meio da Semdec, investe pesado em capacitação. Entre 2023 e 2025, o programa já certificou 206 profissionais.

  Em matérkia da PMS a informaão é a segiinte: “Trabalho com acessórios de Carnaval e festas populares, mas sempre vendi produtos dos outros e sempre quis fazer algo para mim. Com o curso, me especializei na parte de corte e modelagem e hoje produzo minhas próprias peças para festas populares. Contratei maquiadora e trancista para gerar valor ao meu trabalho. Quem compra um acessório ganha maquiagem e tranças. Também faço customização de abadás. Tenho muita demanda no Carnaval. No próximo ano, vou montar uma equipe de customização com base na demanda deste ano. Além disso, em 2026, vou expor em um camarote durante o Carnaval”, conta Shirley Souza. 

Cadeia produtiva – As qualificações, executadas por meio do programa Treinar para Empregar, visam mais do que o ensino de uma técnica; buscam a autonomia financeira. 
 

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