Economia

A TENTAÇÃO DOS DOCINHOS PORTUGUESES NAS PASTELARIAS DE LISBOA (TF)

Todos levam açúcar e ovos além de caldas e fermentos
Tasso Franco , Salvador | 20/01/2024 às 11:05
A telha de amêndoas
Foto: BJÁ
  Os docinhos portugueses são uma tentação. E eles estão à vista e à venda aos turistas em cada rua, praça, mirante e esquina de Lisboa. Em geral, médicos e nutricionistas exigem dos seus clientes cautela, muita atenção e cuidados no consumo de doces, pois, como todos levam açúcar, fermento, mel, caldas, ovos, dizem que os prejuizos à saúde são enormes. Até para os jovens saudáveis exige-se moderação. Aos "véi" - como yo - distância.

  Os nefrologistas - médicos especializados em doenças renais - abominam os doces cujos sabores, como a própria palavra diz - antônimo de azedo - é gostoso, adocicado ao paladar e são muito apreciados e consumidos.

  Em Lisboa, por conseguinte, há essa tentação à sua espera, desde os famosos pastéis de nata de Belém (vide matéira em Cultura) aos travesseiros de Sintra, os bolos reis e rainha, a telha de amêndoa, ovos moles de aveiro, bola de Berlin, pão de ló, pastéis variados, torta de Azeitão, salame de chocolate, delicias de Santa Clara, etc, são tantos a perder a conta. 

   E, claro, todos levam açucar. E se há um produto que os médicos abominam é o açúcar especialmente aos diabéticos que tem altas taxas de açucar no sangue.

  Yo, por posto, aprecio como predileto o travesseiro de Sintra. É uma tentação redobrada. E esse travesseiro que parece vai deitar a cabeça nele contém cada um deles 300 gr de açucar, amêndoas, massa folhada, canela da China em pó, gema de ovo e açúcar fino povilhado a gosto. É uma delicia. Mas, também, um convite a deitar no 'caixão'.

  Minha esposa adora o telha de amêndoas (vide foto acima) versão francesa — tuiles — que não leva gemas, mas claras batidas em neve com açúcar - base da massa -  à qual se acrescentam amêndoas assadas e trituradas e mais farinha de trigo para dar a liga.

  O formato de telha é dado à massa depois de assada, ainda quente, com uma passada do rolo de macarrão.
O resultado é doce crocante (parece com taboca). E saboreia-se aos pedacinhos: croc, croc, croc.

  Bem, não dá pra falar de todos esses docinhos de Lisboa (e de Portugal), pois, são tantos e variados, que  objetos para várias matérias e livros como os que existem sobre os ovos moles e os guardanapos de Aveiro , assim como sobre os pastéis da Santa Clara. 

  Lembrando que a maioria desses docinhos são originários dos conventos produzidos por frades e freiras, os quais também foram (e ainda são) mestres cervejeiros e especialistas em vinhos. Esses filhos de Deus sabem das coisas. Fiquemnos por aqui (TF)

*** Para quem está no Baixo Chiado recomentamos a Pastelaria Casa Brasileira e a Casa de Nata, ambas na Rua da Augusta, 267/275