Cultura

VAGÃO PARA SÓ PARA MULHERES NO METRÔ INCREMENTA APARTHEID NA BAHIA

Enquanto luta-se em todo o mundo pela integração lança-se uma campanha pela separação
Tasso Franco , Bilbao | 03/08/2026 às 17:49
Ao invés de integração incrementa-se a separação
Foto: Amanda Ercilia


Nesta segunda-feira (3), o Estado da Bahia lançou a campanha Agosto Lilás com a implantação de um vagão exclusivo para mulheres no sistema metroviário de Salvador. A iniciativa foi apresentada na Estação Rodoviária e marca o início da programação do mês de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher.

O Vagão das Mulheres, como foi batizado, reserva um espaço exclusivo para mulheres nos horários de maior movimento, como forma de ampliar a segurança das passageiras e conscientizar a população sobre o enfrentamento à violência contra a mulher. A iniciativa funcionará de segunda a sexta-feira, das 6h às 9h e das 17h às 20h, em parceria com a CCR Metrô Bahia.

Os usuários do metrô ainda terão acesso à Base Móvel Lilás, da Polícia Militar da Bahia; à Delegacia Móvel, da Polícia Civil; e à Unidade Móvel do Centro de Referência Nelson Mandela, da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi). Os equipamentos vão oferecer orientação, acolhimento e atendimento especializado.

COMENTÁRIO DO BJÁ

Enquanto luta-se em todo o mundo pela integração lança-se uma campanha pela separação, aártheid, tão criticado em tempos idos na Bahia e em outros estados do país. Cabe ao estado brasileiro garantir a integração das pessoas nos transportes públicos e se há elemento infratores abusando de mulheres que sejam enquadrados de acordo com a lei. Agora, se criar um vagão separatista quando todos pregam a integração não condiz com a vida contemporânea.

Isso não existe em lugar nenhum do mundo. Estou em Bilbao, Pais Basco, e aqui o metrô é integrativo para homens, mulheres, crianças e todos tipos de gêneros, sem quaisquer discriminações. Assim também funciona em Paris, Londes, Madrid, NY, etc. então a Bahia não pode aceitar esse tipo de discriminação.