Cultura

TERCEIRIZOU! Governo Estado assina contrato para publicização da OSBA

OSBA para a ser administrada por uma Organização Social (OS)
Da Redação , Salvador | 04/04/2017 às 18:55
OSBA agora sob comando de uma OS
Foto: Carlos Prates
Reafirmando o compromisso com o setor cultural, o governador Rui Costa assinou, nesta terça-feira (4), o contrato de publicização da Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA), que passa a adotar um modelo de gestão mais moderno, com espaço para a participação da iniciativa privada. A solenidade, no palco da sala principal do Teatro Castro Alves (TCA), em Salvador, incluiu apresentação da orquestra, regida pelo maestro Carlos Prazeres e com participação de Luiz Caldas.  

Com a mudança, a OSBA fará parte do Programa Estadual de Organizações Sociais. Desta forma, continuará sendo mantida pelo Estado, porém administrada por uma Organização Social (OS) sem fins lucrativos. Isto lhe permite expandir o corpo de músicos e gerir a instituição com mais agilidade, além de possibilitar a captação de recursos de forma mais abrangente e proveitosa.

"A medida vai dar vida longa à orquestra com um novo modelo de gestão, com funcionamento mais ágil. Nossa maior e mais importante orquestra entra em outro patamar na história da cultura da Bahia, pois ela impulsiona outros setores culturais junto com ela”, afirmou Rui. 

Na ocasião, o secretário de Cultura, Jorge Portugal, destacou que “a publicização da Osba foi uma decisão do Estado da Bahia porque essa era a direção lógica dos corpos estáveis de quase todos os teatros do Brasil. Na verdade foi uma forma também do governo propiciar a Orquestra Sinfônica da Bahia a alçar novos voos e conseguir a garantia da sua sustentabilidade. Decisão, portanto, em consonância com as outras orquestras sinfônicas do país e do mundo”. 

Ao adotar o novo modelo de gestão, a Osba se junta a outras importantes companhias do país, como a Orquestra Sinfônica de São Paulo e a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Ambas foram transformadas em Organizações Sociais, garantindo, assim, novas formas de captação de recursos para investir na manutenção e no crescimento estrutural e artístico.

Escalada de sucesso

Criada em 30 de setembro de 1982, a Osba é uma companhia estadual que integra os corpos artísticos do TCA. Durante sua trajetória, a orquestra esteve sob a regência de conceituados maestros, como Christopher Warren-Green, John Neschling, Isaac Karabtchevsky, Alex Klein, Olivier Cuendet e Ricardo Castro. A partir de 2011, o maestro Carlos Prazeres assumiu o posto de regente titular e curador artístico da Osba. 

No currículo da orquestra constam concertos nos quais acompanhou grandes nomes da música clássica, como Luciano Pavarotti, Montserrat Caballé e Milla Edelman. Destaca-se ainda as apresentações ao lado do Ballet Kirov, Ballet Bolshoi (Rússia) e Ballet da Cidade de Nova York, além da participação na montagem de várias óperas.

Gestão atual

Sob a curadoria artística de Carlos Prazeres, a Orquestra Sinfônica da Bahia vem redefinindo seu papel na sociedade, buscando criar concertos e programas que tragam um novo olhar do público baiano para a música erudita. 

As primeiras ações dele tiveram o objetivo de inserir a Osba no contexto cultural da sociedade baiana, criando vínculos entre a orquestra e a cultura do estado. Para tanto, idealizou uma programação anual, dividida em séries de concertos. Desse modo, surgiram as séries Jorge Amado, Carybé, Manuel Inácio da Costa e Glauber Rocha.