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Da Redação , Salvador |
01/01/2016 às 18:10
Milhares de pessoas participam dol mergulho de Ano Novo na praia Scheveningen, Holanda.
Foto: AFP
Cada povo tem sua crendice ou maluquice para brindar o ano novo. Na Holanda, um mergulho em água gelada no dia 1º de janeiro serve lavar as más vibrações do ano velho.
O maior evento acontece em Scheveningen (próximo a Haia, vide foto) e é patrocinado pela empresa Unox, que fabrica sopas e salsichas. A empresa distribui gorros e sopa gratuitamente e contrata fotógrafos do jornal De Telegraaf para descobrir “a garota Unox” de cada ano.ou Bakker.
A tradição de mergulhar em água geladas não é antiga, começou em 1920 em Vancouver, no Canadá. Na Holanda, surgiu em 1960, e é patrocinada pela Unox desde 1987. No Canadá cerca de duas mil pessoas ainda participam do evento até hoje, e na Holanda estima-se quase trinta mil.
A enorme popularidade do evento vem intrigando a cada ano antropólogos e estudiosos de cultura popular. A conclusão dos acadêmicos é que os holandeses ao mergulharem com milhares de desconhecidos sentem-se como um só corpo, uma só nação. Assim, o mergulho coletivo oferece uma ideia de enfrentamento das adversidades de peito aberto, e lavagem do antigo – num ritual de renovação. No meio de um dia frio e escuro de inverno, diversão é criada com luzes, música e comida.
O mergulho serve como um símbolo e imagem do povo holandês: corajoso diante das adversidades, alegre, positivo e “um pouquinho doido” (“een beetje gek”). Acho que no coração de cada holandês(a) se esconde um pirata, louco para se lançar em águas bravias, nem que seja brevemente. O mar do Norte tem mesmo um ímã incrível sobre esse povo.