Bahia

RIACHO INUNDA ÁREAS DE CACHOEIRA CIDADE POBRE DO RECÔNCAVO BAIANO

Situação é critica por lá com 300 desabrigados
Tasso Franco ,  Salvador | 04/03/2026 às 19:17
Cachoeira inundada
Foto: RS
  A cidade de Cachoeira, no recôncavo baiano, registrou diversos pontos de alagamento nesta quarta-feira (4), após a forte chuva que atingiu o município. Desde de segunda (2), a cidade vem enfrentando temporais e deixando moradores prejudicados. Há 300 pessoas desabrigadas,

Imagens enviadas à TV Bahia mostram o Riacho Ipitanga, afluente do Rio Paraguaçu, após transbordar. As águas invadiram ruas do centro da cidade, atingindo imóveis e estabelecimentos comerciais.  

O cenário ocorre em meio ao alerta vermelho de grande perigo emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que inclui 296 cidades baianas, entre elas Salvador.

Em Cachoeira, aguas de um riacho deixaram ruas completamente tomadas pela água. Vídeos gravados por moradores mostram o momento em que um carro é arrastado pela força da enxurrada. Outras imagens registram a água invadindo imóveis. Até o momento, não há confirmação de feridos ou desabrigados no município.

Já em Santo Amaro, a chuva forte provocou alagamentos em vias importantes, como as avenidas Garcia Derba e Ferreira Bandeira. O terreiro Ilê Axé Omorodé Loni Omorodé Oluaiê, liderado pelo babalorixá Pai Gilson de Oxóssi, também foi atingido pela inundação.

O alerta vermelho do Inmet, divulgado na madrugada desta terça-feira (3), indica possibilidade de acumulados de até 100 milímetros de chuva por dia, com alto risco de transbordamento de rios e deslizamentos de encostas.

Segundo a Defesa Civil, as chuvas que atingem o estado desde o fim de semana já levaram 11 municípios a decretarem situação de emergência: Irecê, Ribeira do Amparo, Barra, Ribeira do Pombal, Camacan, Ituaçu, Arataca, Cícero Dantas, Alagoinhas, Wenceslau Guimarães e Cipó.

As autoridades recomendam que moradores evitem atravessar áreas alagadas, mantenham distância de encostas e acionem a Defesa Civil diante de sinais de risco, como rachaduras em imóveis ou aumento repentino do nível da água em rios e córregos. O monitoramento segue contínuo enquanto as instabilidades persistem no estado.