sexta-feira, 15 de outubro de 2021
Bahia

SERRINHA QUER O MESMO TRATAMENTO DO CENTRAL NO RUBEM NOGUEIRA (TF)

Cidade não precisa de um novo colégio de nível médio - como anunciado pelo governador Rui - e sim melhor o que já existe
Tasso Franco , da redação em Salvador | 15/09/2021 às 10:16
Colégio Rubem Nogueira patrimônio da Região NE, não pode acabar
Foto: BJÁ
  Enquanto no mês em que o Colégio Estadual da Bahia (Central) completará 184 anos a unidade escolar receber investimentos de R$588.210,85 somente na recuperação da fachada e estrutura do bloco Conceição Menezes, visando a preservação do patrimônio educacional, histórico, arquitetônio e cultural da Bahia, em Serrinha, o governador Rui Costa anuncia a construção de um novo e amplo colégio, em tempo integral, que irá abrigar os alunos dos Colégios Rubem Nogueira e Estadual Normal. 

 Ora, se o Central é um patrimônio da Bahia; o Rubem Nogueira é um patrimônio da região Nordeste do Estado, primeiro ginásio estadual do interior desta região inaugurado em 1952, 70 anos em 2022. 

  Vale observar, ainda, que o prédio no estilo chalé neo-clássico foi erguido no governo Juracy Magalhães, na década de 1930, para servir como sede da Serisicultura. Com a falência deste projeto do cultivo do bicho da seda, o prédio, que pertencia a Secretaria de Agricultura passou por comodato para a Secretaria de Educação instalando-se, assim, o Ginásio Estadual do Nordeste, depois, Ginásio Rubem Nogueira e finalmente Colégio Estadual Rubem Nogueira.

  Este colégio juntamente com o Estadual Normal de Serrinha (antiga Escola Normal) formam a dupla base do ensino médio local (mais de 2 mil alunos nos dois estabelecimentos), localizados no centro da cidade; e um terceiro, de ensino profissionalizante também de nível médio, o Centro Territorial de Educação Profissional (CETEP), localizado na Av Cidade de Araci, Cidade Nova.

  Em nossa opinião, o que esses três colégios precisam são de adequações e ampliações em algumas de suas estruturas e a cidade não necessita de um novo e amplo colégio para abrigar os alunos do Rubem Nogueira e da Escola Normal. Seria um investimento volumoso e desnecessário diante do que se possui. 

  Com as novas tecnologias em engenharia o Rubem Nogueira pode ser ampliado e reestruturado e já há, em andamento, investimentos de R$4.2 milhões no local. Quanto as questões citadas pelo governador Rui em sua última visita à Serrinha relacionadas a atletismo, esporte e cultura, Serrinha está bem servida nesse segmento, com o Estádio Marianão parcialmente ocioso (um convênio SEC/Município serviria para impulsionar o atletismo), o estado está requalificando o Complexo Esportivo da Cidade Nova, e, neste bairro, recentemente, foi inaugurado o CEU e há, ainda, um outro ginásio esportivo na praça Aluizio Carneiro.

   Ou seja, nesse campo (além dos já citados) Serrinha tem espaços esportivos bem conhecidos e atuantes: o Bahia da Rodagem com amplo trabalho social; o campo do Mutirão (no Oseas); o Bodão do Recreio; o ginásio do Novo Horizonte; e outros. Portanto, ao invés da SEC criar um novo espaço é só fortalecer o que já existe com convênios.