Miudinhas
Tasso Franco
01/01/2026 às  19:53

TRÊS ANOS GOVERNO JERÔNIMO RODRIGUES A NOTA 5.1 E DIVIDA PÚBLICA

Causa espécie que, com 3 anos de mandato e orçamento robusto, JR tenha nota tão baixa


  O governador Jerônimo Rodrigues (PT) completa 3 anos à frente do governo do Bahia. Segundo a última e recente pesquisa AtlasIntel que avaliou o desempenho dos governadores no Brasil, pontua em 11º lugar com nota 5.1. Ou seja, Jerônimo está numa posição intermediária situado em nível médio com reprovação de 45% e não sabem 4%.


  É uma nota baixa se levarmos em consideração que faz um governo de continuidade do petismo iniciado com Wagner, em 2017 a 2014; seguido de Rui Costa (2015-2022) e que sempre propagandeou que a Bahia estava muito bem. Ora, em sendo assim, Jerônimo fazendo um mandado ombreado com Lula na presidência, deveria aparecer com uma nota mais alta.

  O deputado líder da Maioria na Assembleia, Rosemberg Pinto (PT), em recente almoço de final de ano com os jornalistas disse que a nota de Jerônimo nas pesquisas internas é mais elevada do que o 5.1, da AtlasIntel, classificou essa pesquisa com metodologia que prejudicou o governo, mas, não mostrou os números do governo (as internas) e quem as produziu.

   No meu tempo de 2º grau, no ginásio, havia um boletim escolar com as notas de cada matéria de 1 a 0. Meu pai não admitia que seus filhos tirassem 5. No mínimo, exigia-nos, eu e meus dois irmãos mais velhos, 7. Se fosse 8, vibrava. Se 9 e/ou 10 exultava. Eu nunca tirava 10, salvo nalguma matéria mais fácil. Mas, o importante era a média, e os olhos de meu pai observavam com mais atenção exatamente a nota média geral.

  E esse boletim, tínhamos que mostrar a ele (e os outros alunos aos seus pais) mês a mês com o resultado global no final do ano. Quando a nota era 5 (se fosse abaixo era um horror, esporro pra todo lado) ele falava que tínhamos que melhorar, estudar mais essa matéria. Creio, era assim que funcionava em todas as famílias.

   Então, voltando ao governador Jerônimo e observando o “boletim ginasial” dele o governador precisa melhorar suas notas. 

   Mas, afinal, o que acontece com Jerônimo se ele trabalha tanto, viaja muito para o interior inaugurando obras, tem um orçamento estupendo de R$77 bilhões ano, o seu secretário da Fazenda, Manoel Vitório, diz que é o governador que mais investe em obras e fez economia de R$2 bi na divida pública, tem o apoio do presidente Lula, do poderoso ministro Rui Custa, do senador líder do governo, Jaques Wagner, e ele tem nota 5.1 na prova?

   O problema da gestão Jerônimo já comentamos aqui seu maior entrave é a não gestão moderna e antenada com a contemporaneidade, pois, não há um projeto de desenvolvimento econômico para o estado, e o gestor administra um varejão de obras quase todas 100% públicas e não produtivas - colégios em tempo integral, hospitais, acessos rodoviários, mercados, oferece bolsas de toda natureza, etc – sem uma interface mais ajustada com projetos tech da iniciativa privada, salvo o Parque de Energia Eólica, que vem do governo Wagner (herança do ex-secretário James).

   Esses projetos são importantes, mas não proporcionam renda a população que se vê desamparada, sofrendo, também com a falta de segurança pública diante dos avanços das organizações criminosas no estado, na capital e no interior. 

  E, mesmo os projetos que existem nas áreas da educação e saúde o estudo da AtlasIIntel aponta nessas áreas rejeição entre 45% e 47%. Era de se esperar que essa reprovação fosse bem menor uma vez que já foram inaugurados – no caso da educação – dezenas de colégios em tempo integral; e no caso da saúde, de hospitais e várias policlínicas. A segurança (ou a falta dela) é um caso crônica. Se trabalha muito, há um esforço concentro das forças de segurança, porém, os resultados demoram de aparecer, pois, o crime está sempre agindo, a cada dia com mais ousadia.

   Recentemente, caso gravíssimo, foram mortos 3 operários de uma empresa de telefonia móvel sob a alegação de que não pagava pedágio a uma facção. Penaliza-se a parte de baixo, o operariado, classe que tradicionalmente é ligada ao PT, sem atingir o topo da empresa, porém, com respingos na imagem do topo do petismo que é o governador.

   O governador Jerônimo, de sua parte, dificilmente terá condições de reverter essa situação, da nota média (5.1), pois, para este primeiro mandato só lhe restam 6 meses, uma vez que no segundo semestre e até outubro/novembro o tempo será mais dedicado a campanha eleitoral para tentativa de sua reeleição. A partir de julho o governo estadual fica proibido de inaugurar obras com a presença do governador (ele pode visita-las, depois) e fazer propaganda no rádio, TV, internet e jornais.

  Por conseguinte, inflexão nossa, diante desse quadro, a cúpula petista decidiu entronizar a chapa puro-sangue com os dois ex-governadores Jaques Wagner e Rui Costa ao Senado, para puxar Jerônimo, com o apoio decisivo de Lula.

   No geral, considerando valores de 2026, JR teve à sua disposição nos 3 anos de gestão um orçamento da ordem de R$231 bilhões e mais empréstimos de R$26.7 bi totalizando quase R$258 bilhões. Era, portanto, para o Estado da Bahia estar um brinco, uma maravilha. Mas, não está e do governo JR, projeto seu mesmo, com seu carimbo só se avulta o Bahia Sem Fome, com resultados medianos. 

  Uma das questões muito debatida na Assembleia pela Oposição é se JR quebrou a Bahia porque, alegam os deputados dessa bancada, que diante de tantos recursos era para as obras saltarem os olhos e o brinco de ouro do governo, a ponte Salvador-Itaparica, ainda está em fase de prospecções; o Porto Sul está parado assim como a FIOL.

   Manuel Vitório, o Sefaz do governo, diz que reduziu em R$ 2,6 bilhões no total da dívida pública, e a Bahia conquistou a liderança inédita em investimentos entre os estados brasileiros, consolidando R$ 20,8 bilhões em recursos aplicados nos últimos três anos. E, situa, que a manutenção do equilíbrio fiscal foram alguns dos principais marcos da gestão das contas do Estado da Bahia em 2025. 

 Os resultados foram obtidos, de acordo com a Sefaz, por meio do aprofundamento da Agenda Bahia de Gestão, que reúne políticas de qualidade do gasto público, modernização do fisco para adequação à Reforma Tributária e combate à sonegação.

   Com um total de R$ 4,12 bilhões desembolsados nas áreas social e de infraestrutura entre janeiro e agosto deste ano, a Bahia tornou-se líder em investimentos entre os estados brasileiros, superando São Paulo, que investiu R$ 3,66 bilhões no período e ficou em segundo lugar.  Trata-se da primeira vez em mais de uma década que a Bahia ultrapassa o mais rico estado brasileiro no ranking dos maiores volumes de investimentos do país.

 O governo baiano, que tem um orçamento cinco vezes menor que o paulista, havia se consolidado na vice-liderança em valores absolutos investidos, sempre com São Paulo à frente. Os dados estão disponíveis no Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro – Siconfi, da Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Desde janeiro de 2023, a atual gestão já investiu ao todo R$ 20,2 bilhões.

   De acordo com o levantamento, a dívida consolidada, que reúne todos os compromissos assumidos pelo governo baiano junto a instituições financeiras ao longo de décadas por sucessivas gestões, caiu de R$ 35,3 bilhões em dezembro de 2024 para R$ 32,7 bilhões em outubro deste ano. A relação entre a dívida consolidada líquida e a receita corrente líquida, por consequência, também voltou a cair, de 33% em agosto para 31% em outubro. Em dezembro de 2024, a dívida correspondia a 37% da receita.

O secretário da Fazenda, Manoel Vitório, observa que a aparente contradição entre o ingresso de novos recursos via empréstimos e a permanência da dívida em baixo patamar se explica pelo perfil de bom pagador do Estado da Bahia, com amortizações regulares do passivo. 

O secretário ressalta, no entanto, que, embora os empréstimos sejam uma fonte de financiamento legítima, o caixa estadual demonstra solidez e equilíbrio fiscal ao bancar a maior parte das obras. Ele lembra que a Bahia cumpre com folga a regra de ouro para finanças públicas, segundo a qual um governo não pode investir menos que o obtido via empréstimos: dos investimentos já realizados, 74% contaram com recursos próprios.

   Pronto: a explicação está dada e registrada: o estado não está quebrado, honra seus compromissos financeiros e tem ainda capacidade até para tomar novos empréstimos.
                                                                     ***
   Então, voltando a gestão, os 3 anos do governo JR, causa espécie, por exemplo, que o chefe do Executivo chegue a essa marca e no final do ano 2025 visitando Jânio Quadros, Vitória da Conquista e outra localidade do interior inaugurando pequenas obras. Era de se esperar que ele fechasse o 3º ano do seu 1º mandato com algo mais expressivo.

   Essa, portanto, é a queixa da população e os reclames da oposição, pois falta grandeza ao governo. Daí sua nota 5.1. (TF)


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