quarta-feira, 14 de abril de 2021
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Zé de Jesus Barrêto

BAHIA EMPATA COM O GALO MINEIRO, MAS CONTINUA RESPIRANDO NO TUBO

A penúltima rodada o Bahia encara o Fortaleza, embate direto, clássico regional, rixa antiga. O jogo é no Castelão/Ceará, dia 20, sábado, 21h. Fundamental vencer.
14/02/2021 às 10:46

Com um time todo arrebentado, desfalcado em todos os setores, o Tricolor armou uma arapuca no Estádio Independência e conseguiu segurar o Galo Mineiro no poleiro, empatando ( 1 x 1), e agradando em parte ao torcedor que uma derrota como quase certeza. Com o resultado, o Bahia chegou a 38 pontos, um a mais que o Vasco que ainda joga na rodada e é o primeiro da zona de rebolo dos quatro últimos da tabela, os candidatos à Segundona.

  O resultado, embora insuficiente para tirar o time da zona do sufoco, a área da confusão, foi melhor para o Bahia; afinal, um bom resultado fora de casa e contra o Atlético, o terceiro colocado na parte de cima da tabela. O Galo, com o empate, perdeu a chance de encostar, de colar no vice-líder/Flamengo e vê o sonho de chegar ao título agora um pouco mais distante.  

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   O Goiás venceu o Botafogo e encostou no Vasco, com 36 pontos, está vivo na luta contra a degola.  A briga continua, pois, entre Goiás, Vasco, Bahia, Sport e Fortaleza. Botafogo e Coritiba já estão rebaixados.  A rodada 36 segue ainda com jogos domingo e segunda.

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  Detalhes pré-jogo

  O Galo era o favorito por atuar em casa, onde quase nunca perde, por ter um grupo mais qualificado tecnicamente, um melhor conjunto e por ocupar o terceiro lugar na antepenúltima rodada da competição, com 61 pontos ganhos (agora 62). Tem um dos ataques mais positivos e ainda está na briga com Inter e Flamengo pelo título.

  O adversário, o Bahia, pior visitante, segunda defesa mais vazada, com apenas 37 pontos ganhos (agora 38), na boca da zona de rebaixamento, lutando desesperadamente pra não cair para a Segundona/2021.   Para complicar, uma equipe escalada com desfalques nos três setores – defensivo, meio campo e ataque -, por motivos de suspensão, lesões e Covid. O banco de reservas também danificado, com garotos da base compondo o grupo.  

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Bola rolando no Independência

 Mal começou, nem tinha um minuto de jogo e o Bahia assustou. Gabriel fez grande jogada pela esquerda, Rossi ficou de cara, livre e de frente, mas chutou pra fora, triscando a trave. Chance perdida.  

 A partida começou bem aberta, ofensiva. O Tricolor num 4-4-2 clássico. Rodriguinho e Gabriel Novaes mais avançados. O garoto Patrick entre os zagueiros. O Galo de Sampaoli a trocar passes, valorizando a posse de bola  e assediando a área inimiga.

  Aos 10’, acreditem, um bombardeio tricolor; Nino, Gabriel e Rodriguinho carimbando goleiro e zaga mineira, num contragolpe bem encaixado pela direita. Finalizações de dentro da grande área dos donos da casa. Parecia equilibrado, mas ...

- Gol! 1 x 0 Galo ! Aos 19’. Sacha cabeceando livre, no meio da zaga, de frente, um cruzamento largo da esquerda. Repeteco de falha coletiva defensiva (mais um gol de cabeça), que começou com uma ratada de Rossi na tentativa de cortar o passe para Marroni, na esquerda; no meio o miolo de zaga pastou, não marcou, não subiu. Foi o primeiro arremate do time mineiro. A defensiva compromete, sempre. Toma gols primários e isso quebra o tesão da equipe.

  O time visitante sentiu a pancada. Encolheu-se, deu espaço, não mais conseguia dar sequência aos contragolpes, errava passes. A zaga postada muito atrás e a saída de bola muito lenta. Só lá para os 38 minutos a equipe tricolor esboçou alguma ação ofensiva, sempre com Nino avançando pela direita.

 - Aos 41’, após nova arrancada de Nino, Rodriguinho ficou com a sobra, na área inimiga e bateu rasteiro, cruzado, a palmo da trave.  Aos 43’, Gabriel Novaes levou a zaga mineira na velocidade, entrou de cara, mas o goleiro Everton saiu e salvou o gol de empate; o atacante chutou no corpo do goleiro.

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 Um Bahia até bem postado, com boa estratégia de fechar o meio e contragolpear pelos lados, na velocidade. Sim, criou boas e claras chances de fazer, mas faltou qualidade. Quem terminou o primeiro tempo na frente do placar foi o Galo, com um gol conseguido no único arremate ao arco de Claus, e novamente de cabeça, o Lucas Fonseca só espiando.  

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  Logo no começo da segunda etapa ...

 - Gol ! 1 x 1, o Bahia empatou. Rossi puxou contragolpe na velocidade, lado direito, protegeu bem a pelota e na cara, na saída do goleiro encheu o pé, pelo alto. Antes dos 2 minutos. Tudo igual, placar mais justo.

  O Galo foi pra cima, marcando mais forte, tentando impor ritmo, empurrar os visitantes. Pressão mineira. O Tricolor na moita, fechadinho. Aos 8’, Arana arriscou da entrada da área, Claus desviou a escanteio, no chão.

 - Aos 24’, Elton (que acabara de entrar no lugar de Patrick, machucado) bateu forte, de longe, e acertou o travessão de Everton; a bola quicou no chão, quase entrou. Aos 27’, Claus salvou com a ponta dos dedos outra cabeçada, na linha da pequena área. O Galo esporando. O Tricolor suportando.  

  Saiu Rossi, entrou Felipe, meio-campista formado nas divisões de base. Sampaoli faz três substituições, ofensivas, pondo sangue e fôlego novos. Aos 33’, Gabriel Novaes ganhou uma dividida no grande círculo e arrancou, encarou Everton e bateu cruzado, mas fraco; deu novamente o goleiro no duelo.  Jogo corrido, lá e cá. O Galo bicando.

  Aos 38’, Juninho, Juninho Capixaba e Marcel em campo, nos lugares de Luis Felipe, Ernando e Gabriel Novaes, desgastados.  Muita garra e disputa nos minutos finais. Seis minutos de acréscimos. Tenso empate, mas usto.

 

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   Destaques

    Claus não complicou; Nino, melhor, e Matheus Bahia lutaram muito. Ernando mais sereno  que Lucas; Gregore e Ronaldo desdobraram-se, pura garra. Rossi fez o gol, precisa se condicionar melhor, fisicamente. Rodriguinho até que correu, lampejos. Gabriel Novaes deu conta e brigou, mas perdeu o duelo com o bom goleiro Éverton.

   Muito boa a estratégia do treinador Dado Cavalcanti, pelo posicionamento e postura bem mais competitiva da equipe.  

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Escalações

Atlético Mineiro :  Everson, Guga, Rever, Junior Alonso e Arana; Jair,  Savarino e Hyoran; Natan Marroni e Sasha.    Treinador, Sampaoli.

- Bahia : Mateus Claus,  Nino, Ernando (Juninho), Lucas e Matheus Bahia (Capixaba); Gregore, Ronaldo, Patrick (Luis Felipe) e Rodriguinho; Rossi (Elton), Gabriel Novaes (Marcelo). Treinador, Dado Cavalcanti.

 Arbitragem paulista com VAR. Rafael Claus no apito. Sem problemas, tranquilo.                

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Na penúltima rodada o Bahia encara o Fortaleza, embate direto, clássico regional, rixa antiga. O jogo é no Castelão/Ceará, dia 20, sábado, 21h. Fundamental vencer.

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Outros jogos da rodada, no sábado, dia 13:

 - Goiás 2 x 0 Botafogo (rebaixado); Santos 2 x 0 Coritiba (já rebaixado).

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  Outros jogos que interessam diretamente ao Bahia :

No domingo, Vasco x Internacional (16h); Palmeiras x Fortaleza (18h15)

Na segunda, 20 h: Sport Recife x RB Bragantino.

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Baianão 2021

 O Vitória estreia na quarta-feira, dia 17, às 19h30, contra o novato Unirb, no Carneirão. O Leão, sob o comando de Rodrigo Chagas, vai disputar o Campeonato Baiano com o time principal, bem renovado e motivado. O objetivo é vencer o campeonato, evitar o Tetra do rival (Bahia) e retomar a hegemonia estadual.  Como é tradição, a equipe aposta muito nos atletas formados na base, no CT do Barradão, a Toca do Leão.

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