sexta-feira, 10 de abril de 2020
Turismo

SANTA BÁRBARA NEGOU FOGO E RAIOS E TROVÕES NÃO ACONTECERAM NA FESTA

Baianos louvam Santa Bárbara na festa popular mais bonita da cidade
Tasso Franco , da redação em Salvador | 04/12/2019 às 13:25
Andor para Santa Bárbara estava belíssimo
Foto: BJÁ
   Milhares de baianos reverenciaram a Santa Bárbara nesta quarta feira, 4, no centro histórico de Salvador, mas a santa negou fogo e não mandou raios e trovões do céu e a trovoada não aconteceu. Em compensação, católicos e povo de santo compareceram em bom número à celebração para a santa que também é a Iansã, no candomblé, na festa mais bonita do calendário popular da capital. O CH se vestiu de vermelho com baianas e baianos em trajes típicos.

   Os devotos participaram de uma alvorada festiva às 5h, seguida de repique de sinos às 6h. A Missa campal presidida pelo capelão, padre Jonathan de Jesus da Silva, começou às 8 e terminou quase às 10. 

   Logo após a Celebração Eucarística aconteceu a procissão, que saiu do Largo do Pelourinho e passou pelas ruas Gregório de Mattos e João de Deus, Terreiro de Jesus, Praça da Sé e Ladeira da Praça. Ao chegar ao Corpo de Bombeiros (Barroquinha), os devotos fizeram uma parada para homenagear a padroeira da corporação e, logo após, seguirão para a Baixa dos Sapateiros, Rua Padre Agostinho e Pelourinho.

  As homenagens também acontecerão na Igreja Santíssimo Sacramento da Rua do Passo, no Centro Histórico. No dia 3 de dezembro, às 15h30, quem desejar saber mais sobre Santa Bárbara poderá participar do colóquio “Origem e expansão da Festa de Santa Bárbara no Centro Histórico de Salvador: fé e tradição religiosa”, que será conduzido pela historiadora e membro do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), professora Lúcia Góes. Em seguida, por volta das 17h será celebrada a Missa. 

  CARURU NO CORPO DE BOMBEIROS

  Na sede do CB os fiéis fizeram uma imensa fila para saborear o caruru da 'bomba". Uma banda da corporação seguiu todo trajeto do cortejo. Um carro de som com uma banda mista de interpretação de cânticos religiosos e afrobaianos deu o tom do cortejo. 

   Os adeptos do povo de santo distribuiram acarajés gratuitamente à população e os vendedores de cerveja e água mineral apareceram para vender seus produtos.

   Surpreendeu a ausência de turistas. Pouquissímos acompanharam a procissão que ficou reservada aos baianos. No Mercado de São Miguel, na Baixa, rolou um caruru e muita cerveja.