quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020
Colunistas / Política
Tasso Franco

A POLITICA baiana em ebolição com a candidatura Lidice da Mata

Senadora Lidice da Mata se lança como candidata do PSB
20/12/2013 às 18:40
1. A política baiana entra em estado de ebulição neste final de ano com as definições dos nomes de Rui Costa e Otto Alencar, candidatos da base governista a governador e a senador, em 2014, dando sequência nesta quinta-feira, 19, com a filiação de Eliana Calmon ao PSB, neófita em política, mas, apontada como candidata ao Senado na chapa da senadora Lídice da Mata (PSB/Rede). 

   2. Anuncia-se, no ato que acontece no Espaço Unique, as presenças do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e da ex-senadora Marina Silva.

   3. A expectativa em torno do nome de Eliana Calmon é grande no meio político, os mais experientes na Assembleia afirmando que ela não tem empatia com o eleitorado, trata-se de uma desconhecida no interior da Bahia, estado do tamanho da França com 417 municípios e mais de 2.000 distritos e povoados. 

   4. No entanto, reconhece-se que, na classe média e nas grandes cidade, representa um bom nome para se juntar a Lídice, de resto também uma senadora que tem boa penetração no eleitorado urbano dos grandes centros.

   5. O que poderá acontecer ainda é uma incógnita dado que Eliana nunca disputou uma eleição. Argui-se, por outro lado, que Otto Alencar, embora seja um excelente articulador político, especialmente no interior, tem 20 anos que não concorre a uma eleição direta e seu nome quando testado em pesquisas preliminares, no caso para governador, tem uma pontuação muito baixa. 

   6. Hoje, no mundo político, quem melhor pontua para o Senado é Paulo Souto, mas, há dúvidas se Souto será candidato a governador, ao Senado ou a Câmara Federal. E ainda tem João Durval, já testado, o qual diz ser candidato à reeleição.

   7. Também é histórico, há muitos anos, que quem ajuda ou define a eleição dos nomes ao Senado é a candidatura do governador. Quando o governador cresce, caso de Wagner nas duas últimas eleições, elege-se os senadores como aconteceram com João Durval, em 2006, e Lídice da Mata e Walter Pinheiro, em 2010.

   8. É raro se ter um candidato ao Senado que puxe votos para o governador. Este caso só teria acontecido com eleição de ACM ao Senado, ele que era a liderança maior do ciclo ACM/Paulo Souto/César Borges/Paulo Souto. Caso Wagner, agora, fosse candidato ao Senado, aí sim, ajudaria o candidato a governador (Rui), mas, como são ambos de um mesmo partido isso não é aconselhável. 

   9. Daí que Wagner já disse que fica até o fim do governo (isso ajuda muito Rui) e Otto vai à disputa no Senado.

   10. Nesse compasso, ainda faltam compor a chapa das oposições, Geddel/Gualberto/Souto; e/ou Souto/Gualberto/Geddel e o preenchimento do (a) vice de Lídice, que poderá ser da Rede; e o (a) vice de Rui, disputa que se dá entre o PP (Mário Negromonte) e Marcelo Nilo (PDT).

   11. Hoje, em almoço com os jornalistas, Marcelo Nilo, o qual antes só admitia ser candidato a governador, agora aceita ser o candidato a vice na chapa de Rui, desde que (óbvio) convidado por Wagner. Na hipótese de não sê-lo, manterá a candidatura a governador desde que o PDT aceite, mas, rejeita a possibilidade de ser vice na chapa de Lídice.

   12. Estamos, portanto, chegando ao final do ano com avanços nas duas composições politicas: a base governista (PT/PCdoB/PP/PDT/PSL/PR/PRB e outros) e a aliança PSB/Rede.