quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020
Colunistas / Política
Tasso Franco

A candidatura de Lidice da Mata pode ser a fiel da balança

Ninguém poderá hostilizar a senadora Lidice no primeiro turno
15/12/2013 às 11:19
 1. Na próxima semana, acontece o lançamento da candidatura da senadora Lidice da Mata (PSB) ao governo da Bahia, eleições 2014, com a presença do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente nacional deste partido e a filiação de Eliana Calmon, sua candidata a senadora na chapa que ainda falta completar a (o) vice, que tanto pode ser uma mulher ou um homem. Fala-se em Edvaldo Brito e até em Marcelo Nilo.

   2. Hoje, a senadora esteve acompanhando o governador Wagner numa visita a Saúbara, município que é governado por prefeito do PSB, capitão Joelson. E, com ela, seu candidato preferencial a deputado federal, secretário da Setur estadual, Domingos Leonelli, o qual deverá entregar o cargo também na próxima semana. Caminharam pelas ruas (vide foto) com Otto Alencar e Marcelo Nilo.

   3. É provável que esta tenha sido a última caminhada de Wagner com Lídice na temporada até às eleições em primeiro turno, uma vez que o PSB/Rede já disse que vai fazer campanha por um Brasil diferente, que pode mais, e não se enquadra dentro do projeto da presidente Dilma e do PT. Portanto, natural que Lídice vá para um lado e Wagner para o outro.

   4. No caso da Bahia, isso não significa dizer que Lídice vá fazer uma campanha de hostilidade ao PT ou ao projeto petista, uma vez que se elegeu senadora graças a Wagner e ao PT no embalado da reeleição do governador, em 2010, e é aliada dos governos Wagner e Dilma. Não iria, como se diz popularmente na politica "cuspir no prato que comeu".

   5. Além disso, Lídice sonha com um segundo turno, suas chances cresceram muito com a ascensão de Marina/Campos e ela precisaria de um apoio dos petistas num segundo turno, se for o caso de ir para o pleito enfrentando o candidato das oposições a Wagner. Se não for ao segundo turno terá, ainda assim, um cacife enorme para negociar o apoio a uma das partes.

   6. Wagner, de sua parte, também não poderá hostilizar Lídice diante desse mesmo princípio. Se Rui Costa vai para um segundo turno com o candidato das oposições precisará do apoio de Lidice. 

   7. Acontece, que aí está o grande X da questão, pois, ninguém sabe qual será o tom de Eduardo Campos e/ou Marina Silva na campanha, o que poderá acirrar os ânimos com os petistas. E aí, não tem como Lídice se manter impune. Vai receber borduadas dos petistas.

   8. Além disso, até pouco tempo, Eduardo Campos falava por telefone com Geddel Vieira Lima quase toda semana, o que significa dizer que, quando não havia se concretizado a aliança PSB/Rede, Campos sinalizava simpatias com as oposições na Bahia a Dilma/Wagner.

   9. Vê-se, pois, que o problema é complexo e vai depender do pleito nacional uma definição para Lídice e o PSB/Rede na Bahia.