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Colunistas / Política
Tasso Franco

DECISÃO de Marina põe LIDICE DA MATA de vez na disputa sem WAGNER

Lidice de inserirá de forma mais competitiva na disputa
06/10/2013 às 19:34
1. A decisão surpreendente de Marina Silva em ingressar no PSB, partido do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, pré-candidato a presidente da República com 4% das intenções de votos nas pesquisas, segundo Ibope, caiu como uma "bomba" no meio político, pois, até ontem, só se falava na possibilidade da ex-senador ingressar no PEN e/ ou no PPS. 

   2. O presidente do PPS, deputado federal Roberto Freire (SP), disse neste sábado que a filiação da ex-senadora Marina Silva ao PSB, do governador de Pernambuco Eduardo Campos, é um equívoco. "Hoje, abdicar de uma candidatura no campo da oposição é um grande equívoco. No primeiro turno é importante que se ofereça pluralismo à sociedade", afirmou.

   3. O PSDB considera que a decisão da ex-senadora Marina Silva de se manter em condições de participar das eleições de 2014, filiando-se ao PSB, é importante conquista do Brasil democrático. É também uma reposta às ações autoritárias do PT, especialmente aos membros do partido que chegaram a comemorar antecipadamente a exclusão da ex-senadora do quadro eleitoral do próximo ano, com a impossibilidade de criação da Rede.

   4. "O PSDB acredita que a presença de Marina Silva fortalece o campo político das oposições e contribui para o debate de ideias e propostas, tão necessários para colocar fim a esse ciclo de governo do PT que tanto mal vem fazendo ao País", diz Aécio.

  5. Ainda é cedo para se ter uma ideia do quanto a candidatura de Eduardo Campos vai "adensar", como diz a própria Marina, à sua candidatura os votos que estavam sendo dirigidos a ela nessa fase de pré-campanha e que a coloca no segundo lugar das intenções de votos, com 16%, segundo o último Ibope. 

   6. Eduardo Campos diz que, a essa altura, o PT está refazendo suas contas e sua arrogância, e o afunilamento do processo revela, pelo menos até agora, se firmam dois campos nítidos de oposições a presidente Dilma Rousseff, com Aécio Neves e Eduardo Campos de um lado, e o PT do outro.

   7. Na Bahia, a decisão de Marina vai fortalecer, também, a pré-candidatura da senadora Lídice da Mata, a qual só prescisa a partir de agora, ter uma posição mais nítida de oposição aos governos Dilma e Wagner, para que fique claro junto aoa eleitorado qual é mesmo a sua posição. Se se mantiver nesse "lero-lero" que está até então não vai a lugar algum. Se mudar de postura, inclusive entregando os cargos no governo Wagner, tem boa chance de crescimento.

   8. Claro que será uma decisão muito difícil para Lídice, uma vez que ela chegou ao Senado graças a Wagner, ao integrar a aliança com o PT, mas, a política, como diria Sebastião Nery muda muito como o vagar as nuvens. E, justiça seja feita a Lidice, ela tem se mantido coerente com o PT e com Wagner, e o que fará com que ela mude de atitude são as circunstâncias da política e não um fato isolado, uma queixume ou coisa do gênero.

   9. Nesse afunilamento, óbvio que a partir de hoje, Lídice descartará completamente a possibilidade do PT lhe apoiar no primeiro turno, como vinha sonhando até então, e terá que ir à luta com seu PSB. 

   10. O importante nesse processo é que Lídice, embora tenha sido a pior prefeita de Salvador na sua gestão (1993/96), segundo o DataFolha, ressurgiu das cinzas e tem um eleitorado cativo e ampliado. Está com 15% a 16% nas pesquisas para o governo do Estado, à frente dos candidatos do PT e atrás apenas dos nomes do DEM e PMDB, portanto, tem seu cabedal próprio.

   11. Neste sábado ganhou o maior presente político de sua vida e passa a ter mais chances de chegar a Ondina como governadora.