quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020
Colunistas / Política
Tasso Franco

SUCESSÃO 2014: Correntes do PT analisam lançar Ernesto presidente

Proposta é um candidato a presidente do PT dentro da tese defendida por Lula de que o partido precisa se renovar
07/08/2013 às 09:49

Nosso comentário dando conta de que está praticamente sacramentada uma candidatura única à presidência estadual do PT, com a eleição de Everaldo Anunciação, diante de decisão da Democracia Socialista (DS), do senador Walter Pinheiro e aliados, em não lançar candidato de confronto (Afonso Florence) apostando na unidade interna do partido, na esperança de ser a segunda opção a Rui Costa, suscitou de um deputado petista na Assembleia, hoje, a observação de que o processo na disputa interna no PT ainda não se encerrou.


   Hoje, à noite, estaria havendo duas reuniões com grupos dissidentes a Rui, principal articulador da candidatura Everaldo, com integrantes do PT Mais Forte, Coletivo 2 de Julho, Construindo um Novo Brasil do B e o Movimento PT (MPT). A ideia, se prosperar, é lançar o nome do jornalista Ernesto Marques para ir à disputa com Everaldo.

   Confessou-me o deputado que há o reconhecimento de que se trata de uma tarefa difícil, no caso, o enfrentamento com possibilidade de vitória. Mas, há, também, a possibilidade real de se avaliar melhor a dimensão conjunta dessas forças, na perspectiva de reforçar a tese que vem sendo defendida pelo ex-presidente Lula da renovação partidária. 

   - O que, aliás, lembrou-me o deputado, já vem acontecendo nos debates de disputas internas em SP, Campinas e outras cidades.

   Seria, digamos assim, a possbilidade do lançamento do nome de Ernesto Marques uma oportunidade de produzir com mais densidade esse debate, da renovação, da empatia com o grito que está vindo das ruas, marcando uma posição agora e de futuro.

   A tese é de que, há tempo para o confronto interno; e há tempo para a unidade. Ou seja, o PT pode ir ao confronto na disputa interna e após essa eleição, que se daria em novembro, como é tradição no partido, viria a unidade adiante no apoio ao candidato a governador. 

   Hoje, este deputado com quem conversamos, não acredita que o PT lança um nome a governador em outubro/novembro. "O governador só lançará um nome quando houver viabilidade politica e eleitoral", comentou.
   Por enquanto, embora Rui seja o preferencial do governador e da base do PT, sobretudo com a eleição praticamente garantida de Everaldo, haveria brechas, no entendimento desse deputado, se Rui não conseguir crescer nas pesquisas, e Pinheiro tiver uma performance melhor. 

   - Aí daria Pinheiro? - perguntei.

   - Pode ser. Mas, também, pode dar Sérgio Gabrielli que é o preferecial de Lula e o único entre os pré-candidatos citado pelo ex-prefeito durante o último encontr do PT, em Salvador.

   Destacou ainda o deputado que Pinheiro tem dissidência com Lula desde a época mensalão e da Reforma da Previdência. Daí que a balança, se Rui não se viabilizar, estaria mais para GBabrielli.

    Pergunta final: - E Lula imporia um nome a Wagner dessa forma?

   Resposta do deputado: - E quem é mais popular no NE é Lula ou Wagner? Creio que ainda é Lula.