quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020
Colunistas / Política
Tasso Franco

SUCESSÃO 2014: Rui avança bem no PT e Pinheiro joga com a unidade

Recuo de Pinheiro em não lançar Florence como candidato no bate-chapa interno pela direção do PT ainda o deixa com esperança de ser o candidato
06/08/2013 às 10:19

No último domingo, 4, com a decisão da Democracia Socialista (DS) - um dos grupos internos no PT - em não lançar o deputado federal Afonso Florence (PT) para concorrer a presidência do partido na Bahia contra Everaldo Anunciação praticamente teria sido sacramentado o nome do secretário da Casa Civil, Rui Costa, como candidato à sucessão de Wagner, em 2014, na base governista.


   Hoje, na Assembleia Legislativa, conversando com um parlamentar petista ele me disse que o senador Walter Pinheiro, principal liderança da DS, o qual trabalhou pela unidade partidária no encontro realizado no Colégio 2 deJulho, no último domingo, "jogou com a cabeça". Noutras palavras: preferiu não fazer batucada, não ir para o confronto com Rui (o que, em tese, é Wagner), o que poderia lhe causar uma derrota e ficar descartado da sucessão.

   Com a decisão de Pinheiro em torno da unidade, na visão desse deputado, o senador ainda teria alguma chance (ainda que seja remota) de ser o candidato, numa hipótese de Rui não conseguir (aí sim, por volta de novembro) a unidade em torno do seu nome para governador. No jogo pró Rui, na atualidade, o chefe da Casa Civil está bem à frente de Pinheiro para ser sacramentado.

   Os outros dois nomes eventualmente ainda citados, José Sérgio Gabrielli, secretário do Planejamento; e Luiz Caetano, ex-prefeito de Camaçari, já estão completamente descartados. Pode haver uma marolinha alí; outra acolá, e só.

   Essas marolinhas, se juntas, dos adversários internos de Rui, têm um poder razoável. Poderia até ter um poder maior se Wagner não tivesse dado sinais, bem explicíticos, de que o nome preferencial dele é Rui. 

   Na opinião do deputado com quem conversei, "quem tem mais poder; tem mais desgaste" e este seria o caso de Rui, hoje. Daí que ele precisa fazer a sua parte, "interna-corporis" dentro do partido, para chegar em novembro com uma maioria folgada à indicação.

   Sobre a possibilidade da senadora Lídice da Mata (PSB) ir para o confronto com Rui, já que são da mesma base (Wagner/Dilma), ele acha que o trabalho é trazer Lídice como aliada da base, incorporada à base para ajudar Rui.
E sobre a proximidade de João Henrique, o qual estaria se filiando ao PSL do vereador José Trindade (irmão do secretário Maurício Trindade, dep federal), numa citada articulação de Rui, o qual já nomeou Luis Henrique Barradas Carneiro (filho de João e da deputada Maria Luiza), o deputado entende que é "mais problema do que ajuda".

   Comentou, ainda, que o pedido do emprego para o filho partiu mais da deputada Maria Luiza do que de JH. De toda forma, o parlamentar petista diz que Wagner não vai se juntar a João em hipótese alguma.

    No seu entender, o governador, na atualidade, está muito preocupado com as dificuldades econômicas do que qualquer outra coisa, ainda que esteja ciente e consciente do grito que ecoam das ruas.

    Para este parlamentar, o governador deve andar mais nas ruas, ir mais ao interior, e ajudar a questão da economia para, quando chegar 2014, servir um "café quente" para substitui-lo e não um "café frio".