quinta-feira, 21 de mar?o de 2019
Política

LÍDER DO PTN na CMS cobra benefícios do Aeroclube para Salvador

O vereador quer saber também porque a Prefeitura perdoou a dívida de R$ 15 milhões em IPTU do empreendimento
| 25/03/2013 às 20:21
Carolino: "A população está sendo prejudicada"
Foto: Limiro Besnosik

O líder do PTN na Câmara de Salvador, vereador Toinho Carolino (PTN), quer saber quais benefícios o shopping Aeroclube dará à cidade em contrapartida pelo uso da área pública ocupada pelo empreendimento. A cobrança foi feita na tarde desta segunda-feira, 25, na tribuna da Casa.

Segundo o edil, até hoje a capital baiana cidade não conhece as vantagens de abrigar o centro comercial: “Prometeram um grande parque, uma praça com áreas para a prática de esporte e lazer e, até hoje, não vimos nada. As comunidades da Boca do Rio, Pituaçu e Armação são as mais prejudicadas porque ainda tiveram o acesso à praia interrompido”.

O trabalhista lembra ainda a promessa não cumprida de uma passarela no local: “Temos que acabar com essa política do empreendedor usar área pública e não se comprometer com a cidade. Hoje, vemos um equipamento sucateado e a comunidade não se beneficia da área. Pelo contrário, só tivemos prejuízos como a devastação de área de restinga e o deslocamento de grande volume de terra que não é original da localidade. Onde estão as grandes dunas do antigo aeroclube? Não existem mais”.

Carolino disse não ser contra os 30 anos de concessão que a prefeitura pretende dar ao empreendimento, mas quer saber porque foi perdoada a dívida de R$ 15 milhões em IPTU pela administração passada.

Para ele, “a população está sendo prejudicada. O contrato para a construção da área pública não foi cumprido e mais uma vez vamos fazer uma nova concessão a troco de que? A cidade precisa discutir essa questão. Precisamos mais uma vez dar voz as comunidades da Boca do Rio, Pituaçu e Armação sobre o que querem que seja feito na área. A cidade precisa ser ouvida. Acho o empreendimento importante, mas não podemos mais uma vez esperar que a área pública não receba os investimentos prometidos”.