ter?a-feira, 22 de setembro de 2020
Colunistas / Crônicas
Jolivaldo Freitas

DEUS e el DIABLO na terra de Maradona mão santa

Como? Claro! Se o argentino já achava que é Deus e o papa é argentino, claro que o Senhor é portenho
22/03/2013 às 11:00
Quando os argentinos disseram que a eleição do papa Francisco foi “a mão de Deus” lembrei de Maradona fazendo aquele gol de mão contra a Inglaterra na Copa do Mundo e comemorando, como se o ato desonesto, antiético e antiesportivo fosse a coisa mais natural do mundo e que tivesse o apoio do Senhor. 

  À época fiquei retado, não pelos ingleses terem perdido a Taça do Mundo, mas por Deus não ter punido Maradona mandando raios e trovões (coisas que Zeus sabia fazer com maestria e sem economizar nas trovoadas), enviando suas legiões ou no mínimo uma praga de gafanhotos. Eu disse para uma pessoa que assistia o jogo comigo que o Criador estava ficando frouxo.

  Mas, logo se viu que ele estava era certa, pois na copa seguinte Maradona aparece com o Diabo no corpo, na veia e no nariz e endiabrado terminou sendo punido pela Fifa, pois esta ao contrário de Deus bota pra fdê e o assunto se resolve é aqui mesmo. Muito embora até hoje não tenha explicado sobre o enriquecimento desmedido de João Havelange e do seu genro Ricardo Teixeira, mas aí é assunto para outro dia.

  A escolha do papa – diga-se de passagem por vias indiretas, pois deveria ser feito um escrutínio mundial, com as pessoas votando em seus favoritos após os cardeais se empenharem em uma campanha planetária, mas não me chamem os marqueteiros de Lula – foi uma ducha gelada no católico brasileiro. 

  Todo mundo sabe, até a Santíssima Trindade, que aqui está o maior país católico do mundo. Mas, como não temos uma boa estrutura de marketing e o futebol, o carnaval e outras paradas só mostram que gostamos mesmo é de uma farra nada santa, ninguém dá valor. O pior de tudo foi descobrir que a gente achava que Deus era brasileiro, e isso vinha sendo incutido na cabeça de todos desde os tempos de Anchieta. Quando na verdade Deus é argentino.

   Como? Claro! Se o argentino já achava que é Deus e o papa é argentino, claro que o Senhor é portenho. E Maradona deve, a esta altura, ter ficado puto da vida pois achava que ele, mais do que ninguém, era Deus encarnado e agora será apenas mais um imortal. Mas, olha lá se ele não se achar Jesus. Se bem que dizem as más línguas, Jesus bebia e fazia ousadia, mas nunca que cheirou nada que não fosse santo.
 Mas, o Diabo não se deixou abater nestes dias em que só se falou de coisas santas. Eu gostei da escolha do nome Francisco, pois São Francisco de Assis, este sim, é santo de verdade. Só ter resistido aos encantos da sua prima santa Clara e não ter partido para cima foi uma prova de uma natureza de ferro. De atitude. Eu já teria pecado. Já estaria na boca do inferno, imagine pegar a prima e ainda uma santa. Deus me livre. Graças a Deus. Deus é mais.

  Como eu dizia, o Diabo não se deixou vencer e já colocou o papa Francisco numa sinuca de bico, numa encruzilhada, num beco sem saída. Mandou sua serva a Christina Kirchner visitar sua santidade Jorge Mário Bergoglio (nosso papa  Chiquinho) para pedir que ele entre em “guerra” com os ingleses – logo os ingleses que não gostam dos argentinos por causa da “mão santa” de Maradona e têm sua cisma com a Igreja Católica por serem anglicanos – para que as Ilhas Malvinas voltem a ser dos argentinos.

  Assim também é phoda! Os caras querem tudo.