Esporte

EM 92 ANOS EXISTÊNCIA, BAHIA CONQUISTA 50º TITULO, p ZÉDEJESUSBARRÊTO

No segundo tempo do jogo o Jacuipense não resistiu a pressão do Bahia e levou 3x0
ZedeJesusBarrêto , Salvador | 02/04/2023 às 19:08
A equipe campeã
Foto: ECB
   Numa bela final, Fonte Nova cheia, prevaleceu a melhor equipe do campeonato (liderou a competição de ponta a ponta), o time que jogou mais bola na decisão. O Tricolor amassou o adversário no segundo tempo. Um título histórico, sem dúvida, 50 vezes campeão estadual, salvando a pele do treinador Renato Paiva, questionado, mas aliviado e emocionado no final.

 Um prêmio à equipe, que, parece, encaixou um jeito de jogar, alguns jogadores em campo fizeram valer a conquista, com raça, entrega, espírito tricolor vencedor em campo, como a torcida gosta.

 Uma missão cumprida. E festa tricolor na cidade da Bahia, do Bahia.

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 Em transmissão nacional, pela TV pública...

 - O Vice-governador premiou com um troféu o jogador Everaldo, considerado o craque das finais do campeonato. Artilheiro da competição. Os atletas campeões vestidos com a camiseta alusiva aos 50 títulos conquistados desde 1931.

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 Salve o Jacuipense, vice-campeão baiano. Uma grande jornada. Jogos finais brigados, mas limpos. Vale destacar as atuações do zagueiro Wéverton, o lateral Radar, o arisco Thiaguinho, o meia Welder e o bom treinador Jonilson Veloso, conhecedor do riscado.

 Uma equipe bem medalhada. O Leão do Sisal é a segunda força do futebol baiano.  O veterano zagueiro Kanu, capitão do Jacupa, recebeu a taça de prata, de vice-campeão, aplaudido pelos que estavam no gramado e arquibancadas. Riachão do Jacuípe pode também fazer festa, merecida.  

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  Os jogadores do Bahia, medalhados, aplaudidos também pelos adversários. Civilidade. Ufa! A maior parte da torcida não arredou pé.

  Os recém contratados Thaciano e Ademir em campo, nas comemorações, com o grupo vencedor.  O machucado zagueiro Raul Gustavo, de muletas, também presente.

   E a Taça, dourada, dos 50 títulos, entregue ao capitão Daniel e jogadores. Troféu levado até a torcida pelos jogadores.  

 

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 Na Fonte Nova

 Domingo de Ramos, tarde limpa de outono, calor, casa cheia (mais de 45 mil presentes), clima de festa tricolor, dentro e fora do estádio, um relvado tapete.

- O Bahia com seu traje número um, camisetas brancas, calções azuis. O Jacuipense, Jacupa, o Leão do Sisal de grená inteiro. A primeira vez que as duas equipes se enfrentam numa final. O primeiro confronto, em Riachão, foi 1 x 1.

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 Com bola rolando ...

  Marcação cerrada no meio-campo, cuidados, estudos, cautelas de parte a parte.  Primeira chance aos 7 min, uma bomba de Chavez, penetrando pela esquerda, bola na rede, por fora. Aos 11, o goleirão Jean começou a aparecer, rebatendo pelo alto chute forte cruzado da direita. O Bahia começou mais ofensivo, como era de esperar. O Jacupa fechadinho atrás, sem pressa.

- Aos 22’, boa trama pela direita, Acevedo achou Cauly descambado pela direita, o tiro saiu forte, carimbou a trave de Jean! Aos 26’, primeira chance do Jacupa; passe errado e bola perdida no meio de campo, Welder cruzou rasante na pequena área do Tricolor, um susto no goleiro Marcos Felipe. Aos 29’, após cruzamento de Biel da esquerda, Jacaré encheu o pé, na rede por fora. Aos 39’, nova trama, chute de Cauly, defesa de Jean.

 Então, com atuação confusa da arbitragem (critérios diferentes de lado a lado), o final da primeira etapa ficou encardido, com simulações e faltas duras. O lateral Radar deu uma entrada maldosa no joelho do zagueiro Marcos Victor, tirando-o de campo, e nem falta o soprador de apito assinalou.

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O Bahia teve mais posse de bola, ofensividade, criou três boas chances, chutou mais  no gol adversário (7 x 2) mas o gol não saiu e o Leão do Sisal tá vivo, muito vivo, tinha uma estratégia bem montada.

Jacaré foi o destaque do primeiro tempo, seguido por Acevedo e Cauly. Danielzinho tira a velocidade e a pegada do meio-campo tricolor. No Jacupa, Weverton, Welder foram os melhores.

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Segunda etapa: - Logo no comecinho, o goleiro Jean tirou o pão da boca de Biel, na pequena área, evitando a abertura do placar. Aos 4’, Everaldo limpou da marcação na área inimiga, ficou de cara com o goleiro e finalizou muito mal, outra chance perdida.

 O Bahia voltou em cima, pressionando, acelerado. O Jacupa travando, quebrando o ritmo, gastando tempo. Aos 15’ min, Cauly tentou; aos 16’, bola alçada, dois jogadores do Bahia de frente erraram a cabeçada.

  Começou a bater o nervosismo, a ansiedade, a torcida cobrando, incentivando...  

- Gol! 1 x 0 Bahia, Everaldo, aos 22 min, completando na pequena área um bom cruzamento de fundo, da esquerda, de Chavez.

 - Gol! 2 x 0 Cauly, aos 24 min. Tabela com Acevedo e Everaldo, cauly pegou belo chute de prima, da entrada da área, acertando o canto. Golaço.  

 Dois gols decisivos em dois minutos.  Aos 26, noutra tabela, Biel tentou o dele, outra  defesaça de Jean. Algumas entradas duras, catimbas, empurra-empurra ...  agora o tempo era do Tricolor, à frente do placar.  O Tricolor não recuou, continuou forçando na frente, sem deixar o Jacupa respirar.  

 Aos 48’, Biel entrou driblando e foi derrubado por Wéverton. Pombo apitou o pênalti.

- Gol! 3 x 0 Bahia, Jacaré bateu rasteiro, no cantinho; o goleirão foi e não achou.

 Bahia Campeão!  50 vezes campeão!!!   A torcida foi à loucura!  A cidade de azul, vermelho e branco.

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 Um bom segundo tempo de Everaldo, Chavez, Cauly (baiano, seu primeiro título), a regularidade de Acevedo, Biel arisco, a raça de Jacaré (ídolo da galera), a experiência e liderança de Kanu, Rezende...

  Parabéns ao treinador Renato Paiva, ganhando o grupo. Belo gesto, no final pondo em campo o goleiro Claus, dando-lhe confiança, premiando-o. Gestos que agregam o grupo.    

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Escalações

- O Bahia do ‘mister’ Renato Paiva: Marcos Felipe (Clauss), Marco Victor (Gabriel Xavier), Kanu e Rezende; Jacaré, Acevedo, Cauly, Daniel (Mugni)e Chavez (Matheus Bahia); Biel e Everaldo (Goulart).  

- O Jacuipense do treinador Jonilson Veloso: Jean, Raphinha, Kanu, Wéverton e Radar (Erick); Fábio Bahia (Felipe), Amaral (Flávio) e Eudair; Thiaguinho (William) , Jeam e Welder (Robinho).  

- No apito, o Diego Pombo Lopez quase complicou um jogo até fácil de apitar.

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 Jogos do Bahia em abril

 - Dia 12, Volta Redonda x Bahia (Copa do Brasil); Dia 15 ou 16, RB Bragantino x Bahia (Série A); dia 22, Bahia x Botafogo/RJ (Série A); dia 26, Bahia x Volta Redonda (Copa do Brasil); dia 29, Vasco da Gama x Bahia (Série A).

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 O Vitória

 O Leão está na moita, em fase de reformulação total de elenco, formação de uma nova equipe, treinamento com foco na Série B. O time estreia no dia 14 ou 15, no Barradão, contra a Ponte Preta.

 Muitas dispensas e a chegada de 9 novos atletas. Além do goleiro (ex-Vasco), foram apresentados essa semana o apoiador Fumaça (Athlétic Minas), Diovane Augusto (ex-Guarani) e Matheus Trindade, meias; e os avantes Ze Hugo e Fabio Diogo. Caras novas, desconhecidos, a torcida espera que mostrem futebol, queiram, emplaquem.

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 Nordestão   

 Ceará e Sport Recife disputam o título da Copa do Nordeste 2023. O Ceará tem dois e o Sport três títulos, até agora. Bahia e Vitória têm quatro conquistas.

 Ceará e Sport são duas equipes bem parecidas, parelhas. Times competitivos, afeitos a um jogo pegado, no corpo-a-corpo, na catimba se preciso. Uma final quente, necessário uma arbitragem segura, firme.