sexta-feira, 03 de dezembro de 2021
Economia

PRESO NO HORTO EMPRESÁRIO ENVOLVIDO EM SONEGAÇÃO DE R$15 MILHÕES NA BA

Com informações da SSP BA
Tasso Franco , da redação em Salvador | 27/10/2021 às 13:03
Policiais do DARCO numa fábrica de embalagens em Caji
Foto: SSP


Um empresário, que não teve a identidade divulgada, teve um mandado de prisão cumprido no Residencial Villa Toscana, na Rua Conselheiro Corrêa de Menezes, no bairro do Horto Florestal. A prisão ocorreu na manhã dessa quarta-feira (27), durante a Operação Invólucro, que tem como alvo um grupo empresarial, do setor de embalagens plásticas, que teria sonegado mais de R$ 15 milhões em impostos aos cofres estaduais. Estão sendo cumpridos um mandado de prisão e 17 mandados de busca e apreensão em Salvador e Lauro de Freitas.

No escritório de uma fábrica de embalagens, localizada no bairro do Caji, em Lauro de Freitas, as equipes apreenderam um notebook, dois computadores, dois pendrives, diversas escrituras de imóveis e outros documentos processuais diversos. 

Entre os documentos localizados, foram apreendidas diversas escrituras de imóveis em vários pontos do estado da Bahia. A titular da Dececap, delegada Márcia Pereira, avaliou as ações. “Trata-se de um trabalho executado com maestria por todas as instituições envolvidas nesta Força-Tarefa. Mais importante ainda é coibir crimes financeiros, que refletem em falta de recursos para serviços públicos a serem oferecidos a sociedade”, afirmou.

O gestor das empresas, que já foi preso, responde a outra ação penal, também por sonegação fiscal. Segundo o MP, também foi determinado o bloqueio dos bens das pessoas físicas e jurídicas envolvidas para garantir a recuperação dos valores sonegados. As investigações apontam que o suspeito criava empresas em nome de laranjas.

O crime consistia na inclusão de pessoas sem condições econômicas e financeiras no quadro de sócio dos diversos estabelecimentos criados. Em seguida, estas organizações eram abandonadas e imediatamente continuadas por outros estabelecimentos, no mesmo segmento de mercado, deixando para trás débitos tributários e ao mesmo tempo blindando o verdadeiro gestor do grupo.