quinta-feira, 02 de dezembro de 2021
Cultura

BAHIA CHORA MORTE DO MAESTRO LETIERES LEITE, DA RUMPILEZZ, POR COVID

Letieres Leite era baiano de Salvador
Tasso Franco , da redação em Salvador | 27/10/2021 às 16:50
Letieres Leite era baiano de Salvador
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 Morreu nesta quarta-feira (27) o maestro e compositor Letieres Leite, em Salvador, 61 anos, em decorrência da Covid-19. O arranjador, compositor e idealizador da Orquestra Rumpilezz e do instituto que levava o nome dele sofria de asma crônica, quadro que foi afetado após a contaminação pelo coronavírus.

Ao longo da carreira, que teve passagem pelo sul do país onde tocou na Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA), e na Áustria, onde ingressou no Franz Schubert Konservatorium, em Viena, Letieres Leite lecionou no curso de extensão em saxofone na Universidade Federal da Bahia e gravou com grandes nomes da música brasileira como Gilberto Gil, Ivete Sangalo, Daniela Mercury, Elza Soares, Timbalada, Gerônimo, Hemerto Pascoal e outros.

Após voltar de Viena em 1985, o maestro recomeçou suas pesquisas sobre o universo percusivo baiano e em 2005 fundou o projeto Rumpilezz, nascido no Teatro Gamboa. Em 2006 surgiu a Orkestra Rumpilezz, conjunto de percussão e sopros que de acordo com o artista, acrescenta à música ancestral baiana uma roupagem harmônica moderna.

Letieres dos Santos Leite nasceu em Salvador e tinha 61 anos. Ele era arranjador, compositor, instrumentista e estava à frente do Instituto Rumpilezz, mesmo nome da orquestra que criou em 2006.

Além de reger a orquestra, o artista era o responsável por todo o conceito - figurinos, ambientação - passando pelas composições e arranjos de sopro e percussão.

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Percussionista e saxofonista que acompanhou a cantora Ivete Sangalo por mais de 12 anos, o músico baiano foi o responsável pelos arranjos de muitos sucessos da musa, incluindo “Festa”, “Empurra-empurra”, “Tô na rua” e “Abalou”.

Letieres Leite começou a “alinhavar as primeiras ideias” no tempo em que estudava no Konservatorium Franz Schubert, em Viena, na Áustria, onde morou por seis anos. De volta ao Brasil, montou uma escola chamada Academia de Música da Bahia, onde começou a desenvolver pesquisas.