ter?a-feira, 02 de junho de 2020
Cultura

LISBOA COMO VOCÊ NUNCA VIU: 3ª CRÔNICA NO LIVRO DE TF NO WATTPAD

Uma viagem que você poderá programar no futuro
Tasso Franco , da redação em Salvador | 02/04/2020 às 09:44
Museu Nacional de Lisboa
Foto: TF
  O jornalista Tasso Franco já publicou a terceira crônica do seu livro "Lisboa como você nunca viu - a Pensão do Amor" no wattpad e fala do Museu Nacional da Azulejaria que é a arte mais popular e antiga de Portugal. Uma viagem na cultura portuguesa através dos azulejos.

  Veja abaixo trecho da crônica:  O Museu Nacional do Azulejo, em Lisboa, está instalado no antigo Convento da Madre de Deus fundado em 1509 pela rainha Leonor e expõe a história desta arte em Portugal desde a segunda metade do século XVI até a atualidade, provando que se trata de uma expressão viva e identitária da cultura portuguesa.

   Milhares de pessoas, todos os dias, visitam o museu cuja entrada custa 10 euros adultos e 5 euros crianças, idosos e estudantes. Funciona de terça a domingo das 10h às 18h com última entrada 17h30min. Rua Madre de Deus, 4, bairro Santa Apolônia. Metrô: Estação Santa Apolônia.

   As exposições temporárias e permanentes são encantadoras e tem-se uma visão da cultura portuguesa através da azulejaria com cenas do campo, da cidade e dos movimentos religiosos e políticos de Portugal. Em especial, da Igreja Católica, uma vez que os portugueses são fiéis a santos de sua querência - Santo Antônio de Lisboa e Pádua, São Jorge, Nossa Senhora de Belém, São Roque, São José e outros.

   Muitas igrejas e seus santos protetores são retratados na azulejaria. Na música "Uma Casa Portuguesa", de Artur Vaz da Fonseca, Reinaldo Ferreira e Vasco Sequeira interpretada por Amália Rodrigues numa estrofe os autores citam: "Quatro paredes caiadas/ Um cheirinho à alecrim/ Um cacho de uvas douradas/ Duas rosas, um jardim/ Um São José de Azulejos...

   Então! Qual casa portuguesa não tem um azulejo nas paredes? Todas têm. Às vezes - muitas vezes - nos portais, nos numerais que identificam as residências, nos letreiros dos nomes das ruas, em quadros com santos, nos interiores em vários locais - quartos, salas, cozinhas e varandas.

  No museu, começa o visitante conhecendo as primeiras obras de azulejos em Lisboa a partir da segunda metade do século XVII com o retábulo de Nossa Senhora da Vida peça mural com 1.584 azulejos. Belíssimo. Há, ainda à mostra, painéis de azulejos de padrão para revestimento interior de arquiteturas. Maioritariamente encomendados pela igreja esses padrões organizam-se em tapetes, emoldurados por cercaduras ou barras. 

  Leia toda a crônica no wattpad. (www.wattpad.com) gratuitamente. Leia também o livro "As Aventuras do Galo Cantor Pop da Bahia".