Cultura

Sublime é a Noite apresenta-se dia 12 de dezembro no Martim Gonçalves

A dramaturgia faz parte da programação do II Festival Estudantil de Artes Cênicas – FESTAC ano II e se apresenta no dia 12 de dezembro, às 20h, no Teatro Martim Gonçalves
Théâtre Comunicação , Salvador | 30/11/2017 às 17:16
Sublime
Foto: Bob Nunes

Serviço

quê: Sublime é a Noite

Quando: 12 de dezembro, às 20h

Onde: Teatro Martim Gonçalves 

Entrada: R$ 8 (inteira) e R$ 4 (meia) 

Com texto e direção do dramaturgo Paulo Henrique Alcântara, a peça de formatura em interpretação teatral da Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia – UFBA - Sublime é a Noite narra a história de uma família “estranha”, moradora da “casa das nove janelas”, a mais rica da pequena cidade de Paiol. A dramaturgia faz parte da programação do II Festival Estudantil de Artes Cênicas – FESTAC ano II e se apresenta no dia 12 de dezembro, às 20h, no Teatro Martim Gonçalves.

 

Ambientada nos anos 1930, trata dessa família envolta numa sina peculiar – é inimiga do sol - e dos moradores que com ela convivem e se atritam. Os integrantes da família só podem sair à noite. Caso se atrevam e saiam de dia passam por um “revertério” (uma grande e irreversível transformação em suas vidas). Esse dado confere o tom de realismo mágico em uma dramaturgia com elementos de melodrama, humor, lirismo e emoção.

               Escrito especialmente para os alunos, o texto ambientado nos anos 1930 retrata a história dessa família envolta numa sina peculiar, “é inimiga do sol”, e dos moradores que com ela convivem e se atritam. Os integrantes da família só podem sair à noite. Caso se atrevam e saiam de dia passam por um “revertério”, uma grande e irreversível transformação em suas vidas.

“Uma das personagens tem a primazia da juventude eterna. Outra, um jovem rapaz vira uma bela moça. Esse dado confere o tom de realismo mágico ou fantástico em uma dramaturgia com elementos de melodrama, humor, lirismo e emoção”, explica o dramaturgo.

As cenas giram em torno de uma tia, seus sobrinhos, criados, vizinhos e são mostradas ao público com a ajuda de um narrador. Enquanto vivem seus conflitos e lutam por seus desejos, os personagens temem a chegada de um “vento mau”, sempre danoso para a cidade. Em um tom, por vezes leve, por vezes denso, a peça aborda as mudanças que a vida nos impõe e como nos acompanham e afetam.

O público verá as estórias de uma mulher rica, abandonada no altar pelo jardineiro, da primogênita expulsa que volta disfarçada de criada, das irmãs que se rebelam contra as convenções, da noviça expulsa do convento, bem como de uma serviçal que “vende” os acontecimentos da casa para duas vizinhas: uma viúva fogosa e uma carola de igreja presa a um amor do passado.

Há também a moça da capital à frente de seu tempo, um poeta apaixonado, o velho padre da paróquia, boêmios e até fantasmas, personagens que vão se alinhavando na dramaturgia, como numa trama de crochê, especialidade da personagem Juventa. A inspiração para o texto veio de Federico Garcia Lorca, Gabriel Garcia Màrquez e das comédias de costume de Martins Pena.

A equipe de produção é coordenada pelo produtor Guilherme Hunder, que também é assistente de direção, juntamente com Otávio Correia, estudante de direção da Escola de Teatro da UFBA. A cenografia, o figurino e a maquiagem são assinados por Agamenon de Abreu. A direção de movimento é de Bárbara Barbará, com assistência de Clara Boa Sorte. A iluminação é de Valmyr Ferreira, a preparação vocal é de Nayara Brito e a trilha sonora de Luciano Salvador Bahia, com assistência de Vica Hammad. A criação gráfica é de Mariana Viveiros.

FESTAC

Festival Estudantil de Artes Cênicas - FESTAC chega ao seu segundo ano querendo discutir como é criar, produzir e gerir montagens cênicas dentro das escolas secundaristas e universidades de Artes Cênicas baianasEm 2017, o festival realizado numa parceria entre os coletivos teatrais COATO e COOXIA, e a Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia (ETUFBA) ocorre entre os dias 08 e 17 de dezembro, em vários espaços culturais da cidade e ocupando ruas do centro soteropolitano.

Ao todo, serão apresentados 12 espetáculos da capital e do interior do Estado (Feira de Santana, Ilhéus, Jequié e Santo Antônio de Jesus); Mesa de Debate: Gerir Resistência, sobre sustentabilidade e manutenção de festivais universitários; e um Workshop de Crítica Cultural com profissionais da Revista Barril.

O II FESTAC tem o apoio financeiro do Calendário das Artes 2017, edital da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), entidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), Governo do Estado da Bahia; e do Programa de Extensão Universitária, da Universidade Federal da Bahia (PROEXT/Ufba).

 

Ficha Técnica:

Texto e direção: Paulo Henrique Alcântara
Cenário, figurino e maquiagem: Agamenon de Abreu
Iluminação: Valmyr Ferreira
Assistência de direção: Guilherme Hunder e Otávio Correia
Direção de movimento: Bárbara Barbará
Assistência de movimento: Clara Boa Sorte
Preparação vocal: Nayara Brito 
Trilha sonora: Luciano Salvador Bahia
Assistência de trilha sonora: Vica Hamad
Assistência de cenografia: Deilton José
Assistência de figurino: Nayara Homem
Costureiras: Guida Maria, Leticia Santos, Saraí Reis
Confecção de adereços: Zoíla Barata  
Cenotécnicos: Ademir França, Agnaldo Queiroz e Reinaldo Costa 
Direção de produção: Guilherme Hunder
Assistência de produção: Sidnaldo Lopes e Meire Paixão
Operação de som: Tulasi Devi
Operação de luz: Otávio Correia
Contraregragem: Cahê Roberto