segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

CRÔNICA: Gatos e aglomerados têm medo de água fria

Egnaldo Araújo
20/09/2015 às 08:46
Foi com “o coração nas mãos” ao fazermos a desmontagem de um verdadeiro “dinossauro”; um desses grandes guarda-roupas, vítima de encharcamento de água, era aquela massa escura a se desfazer e pó puro. O que nos faz lembrar, que gatos e idoso hipertenso são parecidos com móveis em aglomerado de madeira não podem receber grandes emoções, como água fria a invadir a sua estrutura que desarma toda, desmaia e vai parar no cemitério, o lixão.

   Tudo começou há algum tempo quando nosso quarto de dormir foi inundado por aquela enxurrada de águas vindas do apartamento do andar de cima, deixando nosso guarda-roupa totalmente encharcado, causado pela a explosão do aquecedor do banheiro social de um espanhol carcamano (unha de fome e mal educado que, além de não pagar o prejuízo, nunca nos procurou para, pelo menos se desculpar). 

  Não adiantaram as imediatas providências em se mandar enxugar o móvel, deixar suas seis portas abertas para melhor secá-lo com a aeração. No começo pareceu tudo normal, mas aquela verdadeira bomba de retardo viria nos causar em capítulos, grandes aborrecimentos:

  Primeiro, foram as portas que foram se descolando todas, cujas fechaduras foram se soltando por falta de suporte, depois foram as prateleiras que mal eram deslocadas para limpeza, sem motivo aparente se desmanchava nas mãos da serviçal. 
 Sem contar do grande mau cheiro, deixando as nossas roupas impraticáveis para serem usadas, sem antes serem lavadas, fedor causado pelo mofo e pelas colas utilizadas na compactação das tábuas (como você sabe, aglomerado, como o nome já está a dizer, são materiais produzidos com pós de serra), dentre outros subprodutos da madeira, que vão sendo trabalhados e, após passarem por prensagens e fornagens, se transformam nesses lindos móveis domésticos, com custo bem mais em conta do que aqueles construídos com madeira maciça).

   Com tão mal fadada experiência, prometi a mim mesmo que não mais cairia no “conto dos móveis em aglomerado”; até o dia em que recebi independente de minha vontade um novo guarda-roupa de presente, por uma grande amiga, que ao se mudar para seu novo apartamento, este todo mobiliado, não tinha lugar ali para instalar o tal guarda roupa. Quando surgiu a solução: doar aquele armário ao amigo da família, e ponto final.

   E, após passar uns quatro dias no maior sufoco a desarmar a velharia e jogá-la fora para, a seguir preparar o espaço (com pintura impermeabilizações), finalmente instalamos o novo móvel, de aparência bem mais moderna e coisa e tal.

  Final Feliz, mas até quando?

  Até que uma nova inundação ocorra!

  E você, tens móveis produzidos com aglomerado em casa? 

  Parabéns, rogamos, contudo que não venhas a passar pelo que passamos.