Segundo o coordenador Braga, quem jogou os ovos no chão foram os próprios seguranças da prefeitura para justificar o comportamento agressivo. Depois de serem levados e passarem cerca de quinze minutos ‘desaparecidos', os servidores foram liberados pelos seguranças.
"Fui agredido por cerca de oito capangas do prefeito. Fui sufocado e apanhei (apontando para escoriações nos braços) desses homens que se dizem policiais. Isso é uma vergonha. Se o prefeito pensa que vai nos calar dessa maneira está totalmente enganado", desabafou Braga.
O deputado federal Walter Pinheiro (PT), derrotado por João Henrique nas últimas eleições, lamentou o episódio e afirmou que a população tem todo o direito de ir às ruas para fazer as suas manifestações. "A Bahia é livre e são lamentáveis essas práticas para reprimir as reivindicações dos servidores municipais em pleno 2 de julho", declarou.
Já o vereador líder do governo na Câmara Municipal, Sandoval Guimarães (PMDB), tem outra versão para o fato. Segundo o peemedebista, "vários membros do Movimento Sem Teto se infiltraram entre os servidores e fizeram uma manifestação estritamente política contra o prefeito". (Marivaldo Filho, repórter)