quarta-feira, 08 de dezembro de 2021
Colunistas / Cinema
Diogo Berni

RENOIR decepciona pela expectativa de sua vida

Vendo ou Alugo, da Betse de Paula, Brasil, 2013: estranho que tenha levado tantos prêmios em Pernambuco
17/08/2013 às 19:26
 Renoir, dirigido e roteirizado por Gilles Bourdos, França, 2013. O cinema por vezes decepciona pela expectativa. Quando propus-me a ver tal fita de renomado artistaressionista, esperava uma cinebiografia do pintor e não apenas a história no definhar dos seus últimos dias já sofrendo com artroses. 

  E a decepção não para por aí: o filme, apesar de ter uma estupenda fotografia, é frígido em não mostrar o processo criativo de Renoir e tampouco mostrar suas obras, estas que foram “originalmente” feitas pelo principal pintor que fraudava as obras do astro francês e as vendia como se fosse dele. 

   Tal ladrão fora especialmente contratado para fazer os quadros somente para o filme e estes por sua vez poucas vezes foram mostrados. O filme também nos dá uma ultima impressão de Renoir como um ser severo e até cruel para com seus filhos, principalmente o que voltara da guerra por convalescência e tivera um affair com a sua musa inspiradora, que era uma atriz das redondezas. É verdade que o filme tem algumas frases interessantes, tais como

  : “ A guerra passa, mas a arte fica”, porém se tratando de um dos maiores pintores impressionistas e que influenciou tantos outros o filme deveria ser mais completo com um roteiro menos rabugento, assim como era Renoir. De qualquer maneira  e principalmente por sua fotografia e não necessariamente pelas pinturas o filme, apesar de não ter a densidade que esperávamos vale ser visto como mera distração.
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   Círculo de fogo, dirigido e roteirizado por Guillermo Del Toro, EUA, 2013. Quem estiver na faixa dos seus trinta anos certamente irá se identificar com o filme de ação do diretor Del Toro, pois este faz uma analogia do seu filme com os seriados japoneses que tanto sucesso fizeram nas décadas de 80 e 90 do século passado com os lendários Cheychaman e Chaspion onde monstros bestiais surgiam das profundezas marítimas em busca de brigas com robôs produzidos e guiados por seus criadores super-heróis japoneses. 

   O filme, por incrível que pareça, pois o tema é besta assim como são suas bestiais brigas também, vem batendo recordes de bilheterias mundo afora ( exceto nos EUA ), e já se pensam em uma continuação da série. 

   Um ponto a favor do filme ( talvez o único )é que não se trata de nenhuma adaptação ( fora as aparências com os seriados japoneses de ação como mencionei ) de nenhum desenho, quadrinho ou coisa do gênero, ou seja, a bestialidade da fita é por si só “besta” por ela mesma, sem a ajuda de outras com um roteiro, escreva-se de passagem, feito para bestas ou seres mongolóides.

   Não consigo acreditar que tal filme esteja fazendo o sucesso que está mundo afora, é sinal que o mundo vai no mínimo mau das pernas no pensar ou na falta de pensar, e se é para “chutar o balde” e acompanhar a falta de pensar do mundo recomendo que assistam essa bela porcaria dublada com o maior saco de pipoca e refrigerante que puderem e acima de tudo boa sorte.
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    Vendo ou Alugo, da Betse de Paula, Brasil, 2013. Não me levem a mal, mas a expressão popular: “O anûs não tem nada a ver com as calças” serve para tentar explicar o sucesso desse filme no último festival de Pernambuco em 2012, com nada menos 12 prêmios incluindo melhor filme eleito pelo júri e pelo povo, melhor diretora, atriz, melhor roteiro, entre outros.
Antes de tudo é uma história feita para a cidade do Rio de Janeiro com os seus dramas de favelas pacificadas. Então pergunto eu: Porque o estado de Pernambuco com uma das melhores escolas de cinema atuais do Brasil compra esse filme no mínimo razoável como o melhor do seu principal festival? Uma resposta plausível seria que o filme teria como abertura um “back tranck” sendo aceso pela coroa enxuta da Marieta Severo.

    Esta citada e mais três gerações de mulheres da sua família tem há três anos uma placa em frente a sua casa, que fica vizinha a uma favela que diz pacificada, com o titulo do filme: Vendo ou Alugo.

    Pelo filme ter sido dirigido e roteirizado por uma ex-hippie e ainda adepta da Cannabis sativa; A irmã do ator Marcos Palmeira, este que atua no filme com o personagem de um "faz-tudo" na favela,nos mostra um filme com um roteiro politicamente incorreto que consegue fazer a cabeça “dos cabeças” do festival de Pernambuco e abocanhar tantos prêmios, ao menos há esse em que vos escreve só essa como uma justificativa semi-plausível para tanto sucesso no estado brasileiro per - capita em que mais se consome maconh