sexta-feira, 03 de dezembro de 2021
Colunistas / Cinema
Diogo Berni

FAUSTO : PACTO COM DIABO EM TROCA DE CONHECIMENTO

E outros dois filmes
15/10/2012 às 21:07
Fausto, do Aleksandre Sokurov, Russia, 2012, foi o principal ganhador do festival de Veneza em 2011.

   Ganhou um dos principais festivais isentos politicamente pela fita transcender os limites do entendível para a maioria de quem assiste. Além de que Fausto é um filme russo de época, onde um médico além de seu tempo e entediado com ele resolve fazer um pacto com o "coisa ruim" de uma forma bastante peculiar.

    No contexto da fita o Diabo é nada mais que um outro homem de carne e osso, mais osso que carne e com coluna arrebentada, escreva-se de passagem: um típico corcunda.

    O tal profissional de saúde troca sua alma por conhecimento em tempos em que na Rússia medieval a medicina carecia de progresso, de modo que tal nobre médico não aguentava ver tanta gente morrer por doenças novas e curas que ele procurava e que era bom: nada.

    A luz do filme é um caso a parte com cenas sendo rodadas em lugarejos de países europeus pequenos, onde existiam tufões de água que de uma hora pra outra explodiam fazendo como se fosse parecido com um vulcão, porém a larva era de água quente e potente subindo a noventa graus de altura, fazendo um espetáculo de cena a parte no filme.

    Os diálogos do "médico- herói" com o capeta era por vezes bem interessantes e instrutivos, tal como falar da dor humana, e por vezes eram demasiados longos e sem sentido, muitas vezes acontecendo um seguindo o outro sem motivo aparente qualquer, pareciam unha e carne, como diz o ditado.

    Então, Fausto é uma película de difícil compreensão: primeiro pelo tema abordado e segundo por ser um filme de época com um roteiro nem tão "redondo" e palatável como esperavam. Porém sua fotografia é unânime.  
                                                     **
    Os Vingadores, EUA, 2012. Nunca fui do tipo nerd em minha infância. Sempre preferi jogar bola, correr, nadar, pegar onda, e aí quando me pego com esses super heróis, alguns até mais recentes, como o Homem de Ferro (que é o mais idiota de todos) do filme só tenho uma coisa a escrever: Esse filme é um belo besteirol.

    O belo fica por conta dos efeitos especiais e o fato do roteiro dar valor ao oceano, onde se encontra uma energia ilimitada para a sustentação do planeta. Com essa coisa tão valiosa achada pelo idiotíssimo Homem de Ferro, um outro semideus afrescalhado e meio irmãozinho do Thor, que é outro fresquinho também, toca o terror nos vingadores afrescalhadinhos para ficar com a tal fonte de energia inesgotável que salvará o planeta Terra.

    Mais do que pelo poder, esse meio irmão do Thor super fresco, quer essa energia inesgotável mais por vingança para com seu irmão, ou seja, por mais frescuragem ainda.

    O time dos Vingadores completava-se com um Hulk, que era um médico e um gay enrustido que quando ficava bravo e se transformava em um mostro ou besta verde. Tinha ainda um Capitão America que congelaram por muito tempo, de modo que quando o descongelaram ele só queria brigar e perguntar onde estava.

    Tinha aí sim a bela de quadris férteis
Scarlett Johansson fazendo um papel de heroína que não descobri e um outro fresco com umas flechas para fechar o time, comandado por um "fresco-môr" com um olho de pirata no qual não identifiquei quem era também, pois como já mencionei tive infância e não perdia meu tempo com essas besteiras . Minha energia era muita para gastar e me um fez tremendo bem em desconhecer a maioria desses vulgos super heróis babacas.
 
    É isso leitores, desviem dessa fita, pois além de longuíssimo, é chatíssimo.
  

A Marvada Carne, do André Klotzel, 1985, Brasil. Esse foi o filme starte de iniciação pela paixão a sétima arte. Lembro-me como se fosse hoje, era um feto praticamente com meus 8,9 anos quando assisti.

   Foi um starte, pois nele tinha comédia, drama, um bom roteiro e para quem tem nove anos está bom demais.

    O filme é na vera uma saga de um caipira que encasqueta em comer carne de boi, "mas carne de vaca mesmo" como seu protagonista mencionara. No elenco uma bela e nova Fernanda Torres fazendo o papel da singela Carola, que só fazia um pedido diário a santo Antonio: arrumar um marido.

   Daí é que chega o Iô Quim, o caipira com tal vontade da carne do boi. Come a Carola e rouba e saí correndo pelas ruas de são Paulo com um belo pedaço de bisteca de 2.860 gramas.

   Aí já se viu, depois de encarar a curupira, o capeta e o sogro para comer "carne de boi mesmo" Iô Quim ( Adilson Barros ) acaba realizando seu desejo, e aja carne. É nítido o filme para um amante de cinema, pois por ser um filme de época tem tudo encaixado de forma simples, porém eficiente de forma que dá para enxergar com mais clareza a feitura de uma obra audiovisual ficcional.