sexta-feira, 03 de dezembro de 2021
Colunistas / Cinema
Diogo Berni

CRUELDADE DO BICHO HOMEM EM FLORES DO ORIENTE

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07/07/2012 às 09:00
Foto: DIV
Prostitutas e freiras vivendo em ambiente sacro durante II Guerra Mundial
  Flores do oriente, do diretor chinês Zhang Yimou,2012, China. Quando o bicho homem quer ser cruel, ele sabe ser de fato. Isso é mostrado com muita elegância nesse filme, se é que é possível mostrar isso com elegância.

  A história gira em torno antes do inicio da segunda guerra mundial em território chinês em uma batalha entre o país citado e o Japão, em 1937 mais especificamente. A principal virtude do filme é sem dúvidas a caracterização de enredo, mostrando a China daquela época e os seus habitantes.

   Como roteiro, temos uma boa história verídica a ser contada quando dezenas de prostitutas a fim de fugiram da guerra se abrigam na igreja da cidade. Igreja esta que já era habitada por 13 adoráveis ninfetas pré-freiras e inicialmente localizadas no único lugar seguro da cidade.

   Mas como guerra é guerra e a carne é fraca e por vezes malvada, o interior da igreja no meio das confusões em se viver putas e freiras em um mesmo recinto, agora é amedrontada pelos soldados japoneses com muita fome e vontade de comer ninfetas.

   O ambiente da fita gira-se todo ao redor da vivência desses dois grupos opostos femininos  e um falso padre norte-americano que na verdade era um "enterrador de defuntos", muito bem interpretado pelo Christian Bale. Fotografia interessante, roteiro instigante, um filme forte.  

   Feliz que minha mãe esteja viva (Je suis heureux que ma mère soit vivante, 2009, dirigido por Claude Miller, Nathan Miller, e atuado por Vincent Rottiers, Sophie Cattani, Christine Citti ). A visceralidade da fita francesa é de uma felicidade digna de palmas. É o tipo do filme em que sente com alguma coisa entalada na garganta, engasgado mesmo tamanho o brilhantismo da fita.

   O drama familiar cativa do inicio ao fim mostrando no inicio a faceta pior do ser humano: o desprezo e a covardia, e ao final mostra o ser humano como uma coisa bela, digna de se acreditar com o poder de perdoar até. A fita gira em torno do tema da Adoção, quando um casal de bebes do sexo masculino é adotado por um casal que não pode ter filhos.

   Um filme muito interessante e intenso por mais que possa parecer calmo, a fita tem aquele "ar" de revolta, de não entendimento por parte do filho mais velho de primeiro autoperguntar-se o porquê de ter nascido e a posteriori "cobrar" esta insustentável mesma pergunta a sua mãe natural depois de uma certa procura para achá-la.

   A sua mãe natural era aquela típica vaca leiteira francesa, ou seja, engravidava de um ali e outro acolá e não sabia criá-los de modo que sempre se separava dos seus parceiros.

   Isto pega e acaba refletindo no protagonista do filme, que é o seu filho mais velho; que com uma imensa dificuldade em relacionar-se com as mulheres se torna um jovem rancoroso, machista a com muitas lembranças negativas de sua mãe; de como ela deixara ele e seu irmão mais novo para adoção, como não tinha trato para ser mãe, etc. 

   Me reconheci em vários trechos desse drama francês e tive pais ótimos, asssim como muitos tiveram, mas é que não tem como não se identificar de uma maneira ou outra em algumas cenas por se tratar de uma única importante coisa: a fraqueza humana, e isso todos temos em maior ou menor grau.

   Então antes de abrir a boca e falar para seu filho que será a melhor mãe ou pai do mundo, saiba que tem coisas em que você não decidirá, como: a personalidade que seu filho terá, os caminhos que ele irá seguir ou não; Enfim ter filhos não existe um manual de instruções para isso, talvez a melhor instrução para essa jornada é saber que nada será sempre bom pra sempre e em segundo lugar seja verdadeiro sempre que puder, isso ajudará. Baita filme bom!  

    A praia é um filme britânico de 2000 dirigido por Danny Boyle, baseado em romance de Alex Garland e estrelado por Leonardo DiCaprio. Esse filme marcou meus vinte e poucos anos. Com a melhor atuação de Leonardo DiCaprio no cinema em minha opinião a película se deslumbra no mundo imaginário do culto a liberdade total. Estamos prospectando ou falando de um estudante que resolve colocar a mochila nas costas e conhecer o mundo.

   E começa por um país bem exótico onde comer escorpiões fazia parte da cultura. Da Tailândia esse aventureiro descobre uma ilha, onde vivem algumas pessoas sortudas que são autossuficientes. Porém para manter essa autossustentabilidade existe um pacto de segredo da ilha para que o sonho continue.
 
   É por esse sonho, uma ilha linda secreta com pessoas interessantes e praias de outro mundo que a película cativa. Com alucinações presentes constantes na Ilha de fato, e por isso também é que o local se torna um paraíso escondido no planeta terra para os seus ilustres e doidões moradores. Um filme que nos remete as melhores coisas da vida: liberdade, amor e amizade. O filme simboliza o  Carpem Diem e por isso é agradável.