quarta-feira, 21 de novembro de 2018
Turismo

BAIANOS e turistas louvam santa dos raios e dos trovões no Pelourinho

A festa maior com cortejo será dia 4 de dezembro
Ascom Arquidiocese , Salvador | 02/12/2013 às 17:24
Cena da festa de 2012
Foto: IPAC
Com o tema Santa Bárbara, por seu testemunho de vida contrita a Deus renovamos a Fé nas promessas de Cristo, os devotos de Santa Bárbara festejam a padroeira com um tríduo até o dia 3 de dezembro, sempre às 18h, na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos (Pelourinho). No dia festivo, 4, acontecerá uma alvorada às 6h; às 8h será celebrada a Missa Solene, presidida pelo capelão, padre Lázaro Muniz. A partir das 10h os devotos sairão em procissão pelas ruas do Centro Histórico. 

Santa Bárbara

 Nascida na Fenícia, Santa Bárbara era filha de um homem rico e pagão chamado Dióscoro, que, ao ficar viúvo, dedicou as atenções à sua única filha. Dona de uma beleza fora do comum, Santa Bárbara foi trancada em uma torre, pelo pai, para que não atraísse pretendentes.  Lá, ela passou a se questionar a respeito da criação divina e se converteu ao cristianismo, para a injúria de Dióscoro.

A fama da beleza de Santa Bárbara se espalhou pela cidade e despertou interesse de muitas pessoas. Decidida a viver a castidade, Santa Bárbara rejeitou todos os pretendentes. Inconformado com a fé cristã de Santa Bárbara, Dióscoro levou-a para os juízes da cidade, que a condenaram à morte. Ela foi degolada pelo próprio pai. Quando a espada atravessou o pescoço da jovem, um raio atingiu Dióscoro e o reduziu a cinzas. 


A devoção a Santa Bárbara na 
Bahia provém da influência portuguesa.

 Havia um mercado no bairro do Comércio, administrado por um nobre português. Devoto, ele encomendou uma imagem da Santa, diretamente de Portugal, e a deixou no estabelecimento para que as pessoas pudessem contemplar. Todo ano, no dia dedicado à Santa Bárbara - 4 de dezembro - os devotos participavam de missas e realizavam procissão pelas ruas.  

O mercado, porém, pegou fogo e a imagem foi transferida para um ambiente comercial na Baixa dos Sapateiros que, na década de 1980, também sofreu um incêndio. Assim, para não perder a tradição das homenagens, a imagem foi doada para a igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, no Pelourinho, onde os festejos são celebrados até os dias atuais.

Em Salvador, a festa é sincrética. Adeptos do povo de santo se misturam aos católicos e reverenciam a orixá Iansã.