Saúde

Clínica atende gratuitamente casais inférteis e orientar sobre a Zika

Especializada em reprodução humana, Insemina disponibilizará consulta a pessoas que têm dificuldades de ter filhos.As consultas devem ser agendadas previamente por meio do telefone (71) 3012-3010
Carolina Campos , Salvador | 26/04/2016 às 14:24
Insemia promove atendimento gratuito de 100 casais inférteis
Foto: Saulo Brandão

Há um período da gravidez no qual a contaminação por Zika é mais preocupante? Como proteger a grávida e seu bebê durante a gravidez? A mulher que teve Zika pode amamentar?  O Zika Vírus pode ser transmitido na relação sexual? Quando o  congelamento de óvulos e embriões pode ser uma alternativa?  Essas e outras dúvidas serão esclarecidas nos próximos dias 5 e 6 de maio, quando a Insemina Centro de Reprodução Humana promove atendimento gratuito de cem casais inférteis que não têm acesso aos serviços de reprodução assistida. A proposta da clínica é orientá-los sobre possíveis problemas que estão dificultando a gravidez e esclarecer as dúvidas com relação aos riscos do Zika Vírus e sua prevenção. O atendimento, dentro do limite de vagas, será realizado das 8h às 12h e das 13h às 17h, na sede da clínica, no Comércio (Rua Miguel Calmon, nº 40, Edifício Conde dos Arcos, salas 102 e 103), em Salvador, e deve ser agendado previamente pelo telefone (71) 3012-3010.

Cerca de 15 % da população brasileira em idade fértil é afetada pela infertilidade, mas nem todos têm condições de ter acesso aos especialistas da área de reprodução assistida. Mulheres com pouca reserva ovariana ou com mais de 35 anos de idade, ou seja, com a fertilidade entrando em declínio, devem avaliar com sua família e com o especialista as alternativas possíveis para a maternidade. Adiar a gravidez, nesses casos, pode comprometer a capacidade reprodutiva do casal, mas a decisão de conceber é um direito exclusivo da mulher. "Os casais em tratamento para engravidar precisam ser informados sobre as formas de prevenção, as vias de transmissão do Zika Vírus e a relação da doença com a microcefalia nos bebês", explica a o ginecologista Joaquim Lopes, especialista em Reprodução Humana.

As gestantes ou mulheres que estão em tratamento para engravidar devem dobrar a atenção. "Uma alternativa para mulheres que, em virtude do avanço da idade, não podem retardar o tratamento, é realizar a coleta de óvulos, congelar os embriões e aguardar o momento oportuno para recebê-los e engravidar", esclarece o médico Joaquim Lopes. 

Além do combate aos focos do mosquito nas residências, vizinhança e ambiente de trabalho, há medidas de proteção individuais que devem ser adotadas para se proteger do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, do zika vírus e da chikungunya. Usar repelentes  à base de icaridina, IR3535 (etil butilacetilaminopropionato) e DEET (dietiltoluamida), vestir-se com roupas compridas (calças e camisa de manga), preferencialmente de cor clara, manter portas e janelas fechadas ou teladas, manter a temperatura baixa com ar condicionado e usar mosquiteiros são algumas medidas que reduzem o risco da exposição ao mosquito.

No caso de gestantes, é importante consultar o médico para a indicação do repelente adequado.

Todos esses assuntos serão discutidos com os casais no dia 5 de maio, quando os casais receberão essas e outras informações sobre sua fertilidade e o tratamento adequado para o seu caso. 

Infertilidade

Segundo a Academia Americana de Medicina Reprodutiva, a infertilidade conjugal é caracterizada como a situação em que um casal, após um ano de tentativa, tendo vida sexual ativa e sem usar medidas anticoncepcionais, não consegue obter uma gravidez. A maior parte dos casos de infertilidade pode ser prevenida ou revertida com medidas simples. Nem todos os casais que enfrentam problemas de fertilidade necessitam recorrer a uma técnica mais complexa de reprodução assistida. Estima-se que apenas um terço dos casais com problemas para ter filhos precisa de técnicas mais complexas para realizar o sonho de ter um bebê.

A recomendação é que as pacientes levem exames atuais e compareçam acompanhadas de seus parceiros. No passado, a infertilidade conjugal era considerada um problema exclusivamente feminino, mas já ficou comprovado que 40% dos casos de infertilidade de um casal são atribuídos à mulher, 40 % aos homens e em 20% dos casos o problema está presente em ambos. Por isso, é fundamental que o homem tenha acompanhamento médico e participe junto com a sua parceira da investigação para diagnóstico e tratamento. Os pacientes do sexo masculino que forem atendidos poderão agendar, gratuitamente, o exame de espermograma. O exame de análise laboratorial do sêmen é a principal maneira de avaliar a capacidade reprodutiva do homem. 

 

Sobre a Insemina

Fundada em 2015, a Insemina Centro de Reprodução Humana é uma clínica especializada em reprodução assistida, que disponibiliza atendimento mais acessível e adequado à realidade da região. Dirigida pelas ginecologistas Gérsia Viana e Karina Adami, especialistas em Reprodução Humana, a clínica conta com uma equipe médica experiente e altamente qualificada. Além dos tratamentos especializados de reprodução assistida, várias técnicas, exames e procedimentos como histeroscopia, diagnóstico pré-implantacional (PGD), preservação da fertilidade (congelamento), realização de exames de espermograma, dosagem de hormônio antiMulleriano e outros são realizados, graças a parceria da Insemina com clínicas de referência na Bahia e no Brasil.

Em Salvador, a clínica atua em parceria com o Cenafert (Centro de Medicina Reprodutiva), onde os procedimentos de Reprodução Assistida, como Fertilização In Vitro (FIV) e Inseminação Intrauterina, são realizados contando com as técnicas mais atuais e seguras e equipamentos de última geração.

Localizada no Comércio, a Insemina conta com consultórios e sala de ultrassom e funciona na Rua Miguel Calmon, nº 40, Edifício Conde dos Arcos, salas 102 e 103. Telefone (71) 3012-3010.