quarta-feira, 21 de novembro de 2018
Política

JAIR BOLSONARO é eleito presidente como líder do antipetismo no Brasil

Uma renovação que lembra a eleição de Fernando Collor em 1989
Tasso Franco , da redação em Salvador | 28/10/2018 às 20:30
Primeira fala do presidente eleito
Foto:
    MIUDINHAS GLOBAIS:

   1. O deputado federal e ex-capitão do Exército da Reserva, Jair Bolsonaro (PL) foi eleito presidente do Brasil para o período 2019/2022. Vitória apertada, dificil, sobretudo depois do crescimento do seu opositor na última semana com campanha focada num possível fascismo, no autoritarismo, e nos erros cometidos pelo filho de Bolsonario, por seu vice e demais segudiores. 

   2. Se a campanha demorada mais um pouco poderia perder. Da inicial previsão eufórica de 20 milhões de votos de frente deu pouco mais de 10 milhões num eleitorado de 100 milhões. Bolsonaro teve 55.29% dos votos (57.377.104 votos) e Haddad 44.715 nul total de 46.402.085 com 99.31% dos botos apurados.

   3. A vitória de Bolsonaro representa uma derrota do petismo comandado pelo ex-presidente Lula como uma espécie de ditador. Ele escolhe a presidente do partido, o candidato a presidente da República e foi uma luta para o próprio Haddad se impor como candidato com alguma autonomia. Só no segundo turno prevendo que sua derrota poderia ser grande a posição estratégica foi deixar de visitar Lula na prisão para receber ordens diretas passando a recebê-las viva Jaques Wagner.

   4. O mérito maior de Bolsonaro foi eleger-se presidente, assim como aconteceu com Fernando Collor, em 1989, com uma sigla pequena PSL, sem fundo partidário e sem deputados e governadores e uma minguada bancada no Congressos. Apoiou-se na revolta popular contra o petismo em especial a classe média que cansou de pagar a fatura da rubalheira em Brasilia em dois escândalos enormes, o mensalão e o petrolão.

   5. Há de se dizer que a facada recebida por Bolsonaro ajudou em sua eleição. No primeiro momento, sim. Mas, no segundo turno imobilizou-o, deixo-o em casa num condominio da Barra da Tijuca, Rio, enquanto Haddad percorria o Brasil. Isso foi péssimo para Bolsonaro.

   6. Neste segundo turno aconteceu também o efeito Ciro Gomes, o qual rejeitado pelo PT no primeiro turno viajou para a Europa e não deu a mínima atenção aos dois candidatos, em especial a Haddad que esperava um apoio de Ciro. O ex-candidato do PDT agiu corretamente preservando-se para 2022 e deixando que seus eleitores, mais de 12%, tomasse sua própria decisão.

   7. Outros fatores contribuiram para a vitória de Bolsonaro como a sua simplicidade, a sua permanente fala no combate à corrupção, a defesa da familia, o patriotismo, tudo isso mexeu com os brios da população brasileira que vive patrulhada e que não ia às ruas com medo de ser enxotada pelos esquerdistas. O que se viu durante a campanha foi uma divisão das ruas, antes só da esquerda, com as forças da direita. Houve um equilíbrio e isso também fez a diferença.

   8. Bolsonaro também vem prometendo ao longo da campanha reduzir o tamanho da máquina estatal, privatizar empresas deficitárias, incentivar o liberarismo e a livre iniciativa, gerar empregos, e isso também ajudou e muito na campanha. Ao  longo da semana vamos fazer novos comentários adicionais.
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   9. No caso da Bahia, a eleição de Bolsonaro não teve apoios expressivos de políticos e baseou-se somente na força popular. O prefeito ACM Neto apoiou Geraldo Alckmin, PSDB, o governador Rui Costa, PT, a Fernando Haddad, e ambos saem perdendo. O candidato a governador pelo DEM, Zé Ronaldo, demorou a perceber o fenômeno Bolsonaro e só veio acordar quanto era tarde. João Henrique, que era o candidato a governador que apoiava Bolsonaro não tem votos.