segunda-feira, 30 de mar?o de 2020
Colunistas / Cinema
Diogo Berni

BROOKLIN narra o drama da imigração irlandesa em NY

Se a academia de Hollywood quiser fazer uma homenagem a criação do seu país o filme é este, caso não tem outros melhores concorrendo.
30/01/2016 às 10:43
Brooklyn, dirigido por John Crowley, Reino Unido, Canadá e Irlanda,2016. O filme entra em
circuito em pleno carnaval e já é um dos favoritos ao Oscar pelo seu tema principal. 

   Trata-se do processo imigratório de irlandeses nos Estados Unidos da América. Dadas as devidas proporções os irlandeses são para os americanos assim como os baianos foram para os paulistas; em outras letras os irlandeses construíram cada ponte ou obra edificante, portanto eles são “os alicerssantes” ou alicerces, de mais especificamente, Nova Iorque, assim como foram os baianos para a
construção da selva de pedra apelidada por Sampa: A nossa mola mestra econômica brasileira. 

   Todavia voltemos a estória estadunidense e por essa achemos os irlandeses. Sem dúvidas é um dos filmes em que vi mais um protagonista aparecer. Trata-se de uma típica irlandesa que, não achando oportunidades em sua terra natal, resolve pegar um navio para um futuro melhor na outra ponta do
planeta, a terra colonizada mais prospera que existe; Os EUA. 

   O diretor foca o filme inteiro nos dramas e conquistas que um imigrante passa através da sua
forte protagonista. Sim, a saudade bate, mas ela segura a onda e consegue, após um bom tempo, chamar a cidade de Nova Iorque de sua. Lá ela conhece um italiano em um pleno baile irlandês, e quando o indaga do porque ele não estar em uma festa italiana, o rapaz não tem o que falar.

  Contradições ou riscos de roteiro a parte o discurso narrativo consegue ter êxito com esta união inusitada; uma irlandesa perdida em Nova Iorque e um bombeiro italiano trabalhador e amável.

   Não tenho dúvidas nenhuma em escrever que o melhor povo que existe é o italiano,pois estão sempre com a “guarda alta”. Ou seja, estão preparados a sobreviverem a qualquer tipo de solo e ainda mais sacarem que está mais perdido que eles e ainda por cima dar ajuda. 

   Ou seja, é um povo com um baita coração, que se fortalece nos seus laços e gostos familiares. Assim como que ganhando na loteria, a nossa moça protagonista consegue gostar da América, porém como
ninguém manda no destino, o seu já estava escrito que teria que voltar a Irlanda para dar uma força a mãe com a morte da sua irmã mais velha e principal incentivadora.
 
    Como o seguro morreu de velho, antes de deixar a sua amada voltar, o italiano casa com ela, afirmando que casa é casa, e ninguém sabe o que pode acontecer na cabeça das pessoas quando voltam do período imigratório. O italiano estava certo, pois a moça tem a desfaçatez de se animar com um irlandês abastado. Todavia laços que se rompem ou se unem através de um casório de papel passado pesam para qualquer pessoa, seja esta de qual nacionalidade for. 

   Se a academia de Hollywood quiser fazer uma homenagem a criação do seu país o filme é este, caso não tem outros melhores concorrendo.