quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020
Colunistas / Cinema
Diogo Berni

Homens, mulheres e filhos e a contemporaneidade

Vida moderna com novas tecnologias e o diálogo entre os jovens
28/12/2014 às 10:16
Homens , Mulheres e Filhos, de Jason Reitman, EUA, 2014. 

 “Todos querem uma conexão melhor”. Esta é a frase chamariz do filme ou seu subtítulo nos folders que vemos nos cinemas.  O filme em suma não é lá essas coisas ( ficou com uma média de 5,3 entre os assinantes do IMB ), porém nos faz refletirmos sobre algumas questões contemporâneas. 

Me responda uma coisa: existe coisa pior do que ficar acompanhado de uma pessoa que literalmente te troca por um smartphone para bater papo? Pois bem, se a resposta for sim, ou seja, é mesmo insuportável esta situação constrangedora cada vez mais atual em que as pessoas preferem ficar “on” quando estão nos seus smarthphones e “off” quando não estão com eles e conversando com gente e carne e osso, isso não é uma discrepância de valores?

O filme, apesar de seu enredo medonho, nos permite “ver” nossas relações atuais com a tecnologia, afinal a gente a usa ou somos escravizados por ela? 

No filme a segunda opção vence sem nenhum obstáculo, e talvez por essa questão que a obra fílmica deixe a desejar, sendo deveras rasa e até muito estadunidense para o meu gosto. Todavia fazendo uma resenha da obra, esta se propõe a verificar o comportamento de cinco adolescentes de uma mesma escola. Temos aquela típica menina que sofre de bulimia e engravida logo, mas perde o bebe por falta de peso.
Ainda nos personagens principais temos um garoto que é filho de um jogador de futebol americano e é forçado a seguir o mesmo rumo do pai, mas não consegue ou não quer por achar que ser atleta é coisa de gente desprovida de cérebro e por isso se torna um viciado em vídeo-game. Ainda na história cabe a personagem da famosa team leader que deseja ir a Los Angeles e tornar-se uma atriz famosa com um empurrão da sua desastrada mãe , que torna a menina em puta de internet; 

E por fim acompanhamos uma troca de traições de um casal que com um filho de quinze anos se perguntam o porque de tinham se casado. Enfim, o filme tem insights interessantes no tocante a uma visão analítica dos nossos comportamentos atuais, ou da sua maioria, mas falta algo no filme que permita afirmar que ele cumpre a sua função de comunicar um pouco mais, além disso, ( Talvez uma solução para o problema seria um om desfecho ). Fato é que a cada dia estamos sendo engolidos por essas tecnologias, e em de terra de quem fica “on” sempre,
ficar “off”é luxo e inteligência.