quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020
Colunistas / Cinema
Diogo Berni

O LOBO ATRÁS DA PORTA 'candidato' ao Oscar

Vide
20/12/2014 às 12:00
O filme Hoje eu quero voltar sozinho, cuja Secretária da Cultura do Brasil, foi o escolhido para nos representar no Oscar 2015. Todavia como critico da sétima arte tenho o dever moral em discordar da escolha da Secult, pois a meu ver o filme conta uma história interessante de um adolescente cego que se descobre homossexual no decorrer do obra melodramática, porém o filme não consegue seguir o mesmo caminho do seu roteiro e este se perde no meio do caminho. 

Por isso defendo outro filme que mereceria estar nos representando, trata-se de O lobo atrás da porta, protagonizado pela Leandra Leal. Além de este ser mais filme bem feito que o: Hoje eu quero voltar sozinho, o seu roteiro, junto com direção e a atuação dos atores, é infinitamente superior ao outro filme comparado. Poderia até classificar tal comparação como um sendo um gatinho frágil e pequeno que não se consegue se comunicar de modo eficaz, e o outro por sua vez sendo como um leão adulto cheio de energia e rugido forte.

 De fato é difícil compará-los, pois o filme escolhido pela Secretária da Cultura do Brasil não pode nem ser classificado como uma obra fílmica propriamente dita, mas sim um esboço de um filme, enquanto a obra carioca O lobo Atrás da porta contém todos os elementos fílmicos rudimentares para taxarmos como um filme cabeça, e não o outro por tratar de uma mera história juvenil mal feita e seu ator principal sem carisma para o papel. 
Quando este crítico de cinema enviou o e-mail à secretaria de cultura abordando a escolha errada do filme para concorrer ao premio industrial estadunidense de cinema, este já antevia que não teria resposta visto que a data não era propicia para “este tipo de preocupação” devido às eleições presidenciais. Passada as eleições ainda continuo esperando, embora sem muita expectativa, uma resposta do ministro atual ou de qualquer outro responsável pela pasta da cultura nacional, entretanto sem muita expectativa por saber que um mero crítico de cinema sempre será um peixe pequeno para tal tipo de preocupação aos mandatários da cultura.

 Nessas horas que sinto falta da sensibilidade de um artista para comandar a pasta da cultura brasileira, como o Gilberto Gil, por exemplo. Todavia é urgente e necessário que os políticos brasileiros estejam mais antenados a área cultural do nosso país para que assim tenhamos melhores filmes para serem vistos e consequentemente com melhores chances para concorreremos nos festivais internacionais levando o nome do Brasil para fora de forma mais qualificada em nossas produções feitas com verbas pagas por nossos impostos.